<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Darwiniano &#187; Zoologia</title>
	<atom:link href="http://darwiniano.com.br/tag/zoologia/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://darwiniano.com.br</link>
	<description>Um blog de ciência, com uma pitada de música e um toque de futebol</description>
	<lastBuildDate>Tue, 13 Jul 2010 11:44:12 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Uma aranha</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-4.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-4.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 00:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Aranhas]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=463</guid>
		<description><![CDATA[
Tem toda a pinta de ser um tipo de viúve-negra. Mas como ainda não sou especialista, digamos que é apenas mais uma dessas maravilhas predadoras que vivem por aí.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 457px"><img title="Aranha" src="http://farm3.static.flickr.com/2553/3966937263_4814291206_b.jpg" alt="(Crédito: Luciano Abel)" width="447" height="301" /><p class="wp-caption-text">(Crédito: Luciano Abel)</p></div>
<p style="text-align: left;">Tem toda a pinta de ser um tipo de viúve-negra. Mas como ainda não sou especialista, digamos que é apenas mais uma dessas maravilhas predadoras que vivem por aí.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-4.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>27</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma aranha: Heteropoda davidbowie</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-heteropoda-davidbowie.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-heteropoda-davidbowie.html#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 11:06:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Aranhas]]></category>
		<category><![CDATA[David Bowie]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=445</guid>
		<description><![CDATA[Segundo Peter Jaeger, que descreveu essa nova espécie de aranha, a homenagem ao camaleônico cantor britânico serve para chamar a atenção para os riscos de extinção que as aranhas estão correndo.
A H. davidbowie é uma das 41 mil espécies de aranhas já descritas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 470px"><img title="HDB" src="http://image3.examiner.com/images/blog/EXID18340/images/bowie_spider.jpg" alt="H. davidbowie" width="460" height="288" /><p class="wp-caption-text">H. davidbowie</p></div>
<p>Segundo Peter Jaeger, que descreveu essa nova espécie de aranha, a homenagem ao camaleônico cantor britânico serve para chamar a atenção para os riscos de extinção que as aranhas estão correndo.</p>
<p>A <em>H. davidbowie</em> é uma das 41 mil espécies de aranhas já descritas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-heteropoda-davidbowie.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>15</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma aranha: Nephila sp.</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-nephila-sp.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-nephila-sp.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 01:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Aranhas]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=429</guid>
		<description><![CDATA[Essa é uma das aranhas mais bonitas que se pode encontrar com certa facilidade por aí: a Nephila. Apesar de seu tamanho razoavelmente grande, que costuma assustar, ela é completamente inofensiva.
A característica mais marcante, porém, não está no seu corpo, mas na teia, formada por fios dourados (daí seu nome em inglês, golden silk orb-weavers) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img title="Nephila" src="http://farm4.static.flickr.com/3474/3879333387_28c4c91775.jpg" alt="" width="400" height="267" /><p class="wp-caption-text">(Crédito: Luciano Abel)</p></div>
<p style="text-align: left;">Essa é uma das aranhas mais bonitas que se pode encontrar com certa facilidade por aí: a <em>Nephila</em>. Apesar de seu tamanho razoavelmente grande, que costuma assustar, ela é completamente inofensiva.</p>
<p style="text-align: left;">A característica mais marcante, porém, não está no seu corpo, mas na teia, formada por fios dourados (daí seu nome em inglês, <em>golden silk orb-weavers</em>) extremamente resistentes. Dizem que pescadores da Polinésia usam esses fios como linha de pesca, mas não consegui confirmar a informação.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-nephila-sp.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma aranha</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-3.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-3.html#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 21:16:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Aranhas]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=405</guid>
		<description><![CDATA[Essa foi fotografada em uma das grutas do Parque Estadual do Ibitipoca. O tamanho aproximado é de 1 cm. Uma técnica revolucionária e altamente improvisada permitiu a captação da imagem, que ficou muito boa por sinal.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img title="Aranha Ibitipoca" src="http://farm4.static.flickr.com/3537/3863263260_7b1cdc41c0.jpg" alt="" width="450" height="302" /><p class="wp-caption-text">(Crédito: Luciano Abel)</p></div>
<p>Essa foi fotografada em uma das grutas do <a href="http://maps.google.com.br/maps?q=parque%20ibitipoca&amp;oe=utf-8&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;sa=N&amp;hl=pt-BR&amp;tab=wl"><strong>Parque Estadual do Ibitipoca</strong></a>. O tamanho aproximado é de 1 cm. Uma técnica revolucionária e altamente improvisada permitiu a captação da imagem, que ficou muito boa por sinal.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-3.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>15</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma aranha</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-2.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-2.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 01:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Aranhas]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=377</guid>
		<description><![CDATA[Não sei o nome dessa aranha, nem científico, nem popular. Pelo que pesquisei, ela talvez seja da família Sicariidae, a mesma da perigosa aranha-marrom (Loxosceles). Mas sei que, em qualquer trilha que eu faça onde haja um rio ou cachoeira, ela estará lá nas pedras.
Essa belezinha aí da foto estava na trilha para a cachoeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img title="aranha" src="http://farm4.static.flickr.com/3480/3840747371_5907edc4d1.jpg" alt="" width="400" height="268" /><p class="wp-caption-text">(Crédito: Luciano Abel)</p></div>
<p>Não sei o nome dessa aranha, nem científico, nem popular. Pelo que pesquisei, ela talvez seja da família <strong>Sicariidae</strong>, a mesma da perigosa <a href="http://ambientes.ambientebrasil.com.br/urbano/artigos_urbano/aranha_marrom.html"><strong>aranha-marrom</strong></a> (<em>Loxosceles</em>). Mas sei que, em qualquer trilha que eu faça onde haja um rio ou cachoeira, ela estará lá nas pedras.</p>
<p>Essa belezinha aí da foto estava na trilha para a <a href="http://maps.google.com.br/maps?q=cachoeira%20do%20tabuleiro&amp;oe=utf-8&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;ie=UTF-8&amp;sa=N&amp;tab=wl"><strong>cachoeira do Tabuleiro</strong></a>, a terceira maior do Brasil, em Minas Gerais. E, coisa rara, não fugiu apressada. Estava ocupada demais se alimentando.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-2.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma aranha: Cryptomartus hindi</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/uma-aranha.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/uma-aranha.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 01:37:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Aranhas]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=356</guid>
		<description><![CDATA[(A partir de uma dica do Churruminos)

Essa é uma imagem produzida com a técnica de microtomografia de raio-X de alta resolução. O bicho, que viveu há mais ou menos 300 milhões de anos, se chama Cryptomartus hindi.
Ela provavelmente não produzia teias. A posição das primeiras pernas indica que ela emboscava suas presas. Seu tamanho é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(A partir de uma dica do <strong>Churruminos</strong>)</p>
<p><img class="aligncenter" title="aranha fossil" src="http://blogs.discovery.com/.a/6a00d8341bf67c53ef0120a4c6faca970b-500pi" alt="" width="469" height="500" /></p>
<p>Essa é uma imagem produzida com a técnica de microtomografia de raio-X de alta resolução. O bicho, que viveu há mais ou menos 300 milhões de anos, se chama <em>Cryptomartus hindi</em>.</p>
<p>Ela provavelmente não produzia teias. A posição das primeiras pernas indica que ela emboscava suas presas. Seu tamanho é aproximadamente o de uma moeda.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/uma-aranha.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma aranha: Acanthoscurria atrox</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-acanthoscurria-atrox.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-acanthoscurria-atrox.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 02:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Aranhas]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=329</guid>
		<description><![CDATA[As aranhas são bichos fascinantes. Desenvolveram ao longo da história evolutiva alguns dos métodos mais eficientes de caça e camuflagem, e possuem uma belíssima estrutura corporal.
Apesar disso, elas provocam na maioria das pessoas mais aversão que fascínio. Muito disso se deve a mitos e compreensões equivocados que se desenvolveram durante a longa história da relação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As aranhas são bichos fascinantes. Desenvolveram ao longo da história evolutiva alguns dos métodos mais eficientes de caça e camuflagem, e possuem uma belíssima estrutura corporal.</p>
<p>Apesar disso, elas provocam na maioria das pessoas mais aversão que fascínio. Muito disso se deve a mitos e compreensões equivocados que se desenvolveram durante a longa história da relação desses animais com os seres humanos.</p>
<p>Por isso, a partir de hoje o <strong><span style="color: #000080;">Darwiniano</span></strong> vai ajudar a limpar a barra desses bichos. Todas as quartas uma espécie diferente vai aparecer por aqui. Isso significa material pra aproximadamente 40 000 posts, de acordo com uma das possibilidades de classificação.</p>
<p>Pra começar, a belíssima <em>Acanthoscurria atrox</em>, uma das espécies de caranguejeira encontradas no Brasil.</p>
<p><code><br />
</code></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Acanthoscurria atrox" src="http://www.kenthebugguy.com/images/Acanthoscurria_atrox.jpg" alt="" width="400" height="400" /></p>
<p><em> </em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/uma-aranha-acanthoscurria-atrox.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>23</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Evolução a olhos vistos</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/evolucao-a-olhos-vistos.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/evolucao-a-olhos-vistos.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 00:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[Peixes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=218</guid>
		<description><![CDATA[Uma das críticas mais recorrentes à ideia da evolução biológica é a de que o fênomeno não pode ser visualizado ou testado. Como o processo evolutivo demoraria milhares de anos e não poderia ser replicado em laboratório, &#8220;essa coisa toda não passa de uma teoria&#8221;.
Os adeptos dessa tese, que ainda podem ser encontrados por aí, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das críticas mais recorrentes à ideia da evolução biológica é a de que o fênomeno não pode ser visualizado ou testado. Como o processo evolutivo demoraria milhares de anos e não poderia ser replicado em laboratório, &#8220;essa coisa toda não passa de uma teoria&#8221;.</p>
<p>Os adeptos dessa tese, que ainda podem ser encontrados por aí, normalmente são pessoas desinformadas e com uma certa má vontade. Mas ora, a divulgação científica serve, entre outras coisas, pra ajudar a informar e esclarecer. Vamos lá então.</p>
<p>Antes de tudo, é sempre bom lembrar que a noção de evolução biológica relaciona-se a duas outras, basicamente: <strong>mudança</strong> e <strong>adaptação</strong>. Evoluir, biologicamente falando, não é sinômino de melhorar, como ainda se propaga erroneamente por aí. Evoluir é ficar diferente e se adaptar ao ambiente.</p>
<p>Os que ainda acreditam que a evolução de um organismo demora milênios e não pode ser observada no período de uma vida humana certamente desconhecem as causas do surgimento de bactérias e vírus resistentes a drogas diversas.</p>
<p>&#8220;Ah, mas bactérias e vírus não contam! Quero ver isso acontecer com um ser vivo mais complexo!&#8221;, alguém poderia argumentar. Não por isso: que tal um <strong><a href="http://newsroom.ucr.edu/images/releases/2119_0.jpg">lebiste</a></strong>?</p>
<p>Esse pequenino peixe ósseo da família <strong>Poeciliidae </strong>foi o personagem de um experimento conduzido por <strong>Swanne Gordon</strong>, pesquisadora da <strong><a href="http://www.ucr.edu/">University of California, Riverside</a></strong>.</p>
<p>Os espécimes participantes, originários do <a href="http://www.trinoutdoors.com/images/yarra_river_1_condensed.jpg"><strong>rio Yarra</strong></a>, em Trinidad, foram introduzidos em uma região do rio <strong>Damier</strong> (também em Trinidad) onde não são encontrados peixes predadores dos lebistes. Outros exemplares da mesma espécie foram introduzidos, para comparação, em uma seção do mesmo rio onde os predadores estão presentes.</p>
<p>Os lebistes são vivíparos. Seus filhotes são lançados à própria sorte pelas fêmeas nas águas dos rios. É evidente que uma série de fatores ambientais, como predadores e intempéries, eliminam muitos desses filhotes. Além disso, as próprias fêmeas são alvos em potencial de predadores. Para aumentar a chance de sobrevivência da prole e, consequentemente, da espécie, as fêmeas liberam uma grande quantidade de novos lebistes.</p>
<p>Pois meros oito anos após o início do experimento, Swanne Gordon e sua equipe perceberam uma alteração na reprodução dos lebistes introduzidos na seção do rio livre de predadores: a prole passou a ser menor, e os embriões gerados, maiores. Essa mesma alteração não foi observada entre os lebistes introduzidos no ambiente com predadores.</p>
<p>A explicação é razoavelmente simples. Sem os predadores, houve um relaxamento da seleção natural, e os lebistes se adaptaram à nova condição ambiental. Para que gastar energia produzindo um número enorme de embriões, se a chance de sobrevivência deles é grande? Que se use essa energia em algo mais útil. Embriões maiores e melhor formados, por exemplo, que certamente são mais competitivos na luta por recursos naturais como alimento.</p>
<p>Para reforçar a tese de que houve adaptação, um novo experimento detectou que os descendentes dos peixes introduzidos no ambiente livre de predadores apresentavam maior taxa de sobrevivência, em um período de quatro semanas, em relação a lebistes provenientes de outros rios.</p>
<p>Oito anos apenas, e a adaptação por meio de uma mudança foi observada. Modificação + adaptação = evolução. Claro como as águas de um rio de Trinidad.</p>
<p>(Os resultados desse estudo serão publicados na edição de julho da <a href="http://www.journals.uchicago.edu/toc/an/current"><strong>The American Naturalist</strong></a>.)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/evolucao-a-olhos-vistos.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O sexo do lagarto e a Ciência como ela é</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/o-sexo-do-lagarto-e-a-ciencia-como-ela-e.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/o-sexo-do-lagarto-e-a-ciencia-como-ela-e.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 02:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[Descobertas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=185</guid>
		<description><![CDATA[Uma das coisas mais bacanas da Ciência é que ela está constantemente se reinventando. Novas descobertas, novas explicações, a todo momento um grupo de cientistas aparece com informações que podem reforçar ideias ou virar tudo de pernas pro ar. Um exemplo interessante pode ser encontrado na edição de hoje da Current Biology.
Mesmo quem não lembra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais bacanas da Ciência é que ela está constantemente se reinventando. Novas descobertas, novas explicações, a todo momento um grupo de cientistas aparece com informações que podem reforçar ideias ou virar tudo de pernas pro ar. Um exemplo interessante pode ser encontrado na edição de hoje da <a href="http://www.cell.com/current-biology/home"><strong>Current Biology</strong></a>.</p>
<p>Mesmo quem não lembra muito bem das aulas de biologia na escola sabe que o sexo é determinado fundamentalmente pelo material genético presente nos cromossomos sexuais. Em várias espécies, incluida aí a nossa, os cromossomos sexuais são de dois tipos, <strong>X</strong> e <strong>Y</strong>. Machos são <strong>XY</strong>, fêmeas são <strong>XX</strong>.</p>
<p>Porém, já se sabia há algum tempo que em algumas espécies de répteis a temperatura ambiente também pode influenciar o sexo dos filhotes. Se em uma determinada etapa do desenvolvimento a temperatura estiver abaixo de um certo ponto crítico, o sexo do filhote é, por exemplo, masculino. Se, ao contrário, a temperatura for mais alta que a do ponto crítico, o filhote será fêmea.</p>
<p>Mas uma equipe de pesquisadores das <a href="http://www.usyd.edu.au/"><strong>Universidades de Sidney</strong></a> e de <a href="http://www.canberra.edu.au/home/"><strong>Canberra</strong> </a>(Australia) descobriu um terceiro fator que pode determinar o sexo dos pequenos répteis: o tamanho do ovo! Pra ser mais exato, a quantidade de gema acumulada no ovo, o que acaba interferindo no tamanho.</p>
<p>A descoberta, por enquanto, se relaciona apenas ao lagarto da espécie <em>Bassiana duperreyi</em>, encontrado no sudeste da Austrália (clique <strong><a href="http://museumvictoria.com.au/pages/1652/image001.jpg">aqui</a></strong> pra ver o bicho). Ovos com mais vitelo (a substância nutritiva que alimenta o embrião dentro do ovo, a popular gema) e, consequentemente, maiores, tendem a gerar lagartos fêmeas, enquanto os ovos menores geram machos.</p>
<p>(Clique <a href="http://www.cell.com/current-biology/abstract/S0960-9822(09)01128-2"><strong>aqui </strong></a>para ler o resumo do artigo)</p>
<p>A suspeita é que alguma substância presente no vitelo, provavelmente um hormônio sexual, influencia a determinação sexual. Ao produzir os ovos, a fêmea controlaria a quantidade de vitelo em cada ovo, regulando assim a taxa de machos e fêmeas em cada ninhada.</p>
<p>A chance de se encontrar esse mecanismo em outros répteis é grande. Assim como é sempre grande a chance de termos que reconsiderar tudo que sabíamos até então sobre a natureza. É aí que reside a beleza da Ciência: isso não é motivo de frustração. É motivo pra se renovar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/o-sexo-do-lagarto-e-a-ciencia-como-ela-e.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Corais resistentes à elevação da temperatura</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/corais-resistentes-a-elevacao-da-temperatura.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/corais-resistentes-a-elevacao-da-temperatura.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 May 2009 14:31:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Descobertas]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=116</guid>
		<description><![CDATA[Os corais estão entre os organismos mais ameaçados pelas alterações climáticas. A elevação das temperaturas nos oceanos provoca o fenômeno do embranquecimento dos corais (coral bleaching). Isso ocorre porque as algas simbiontes que se alojam no interior desses animais são muito sensíveis às variações de temperatura.
A relação entre essas algas microscópicas e os corais é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os corais estão entre os organismos mais ameaçados pelas alterações climáticas. A elevação das temperaturas nos oceanos provoca o fenômeno do embranquecimento dos corais (<em>coral bleaching</em>). Isso ocorre porque as algas simbiontes que se alojam no interior desses animais são muito sensíveis às variações de temperatura.</p>
<p>A relação entre essas algas microscópicas e os corais é vantajosa para ambos. A proteção oferecida pelos corais às algas é retribuída com o fornecimento de nutrientes. Além disso, é a presença das algas no interior dos corais que confere a coloração típica das colônias. Com o aumento da temperatura, as algas param de realizar fotossíntese e são eliminadas pelos corais que, consequentemente, embranquecem e morrem.</p>
<p>Mas uma equipe de cientistas da <a href="http://www.stanford.edu/">Stanford University </a>descobriu que algumas espécies de coral são mais resistentes às variações de temperatura. Essa resistência se deve a duas estratégias: ou os corais se associam normalmente a variedades de algas mais resistentes a temperaturas mais altas, ou expulsam as algas mais sensíveis e as substituem pelas mais resistentes.</p>
<p>A pesquisa traz otimismo, afinal o embranquecimento e morte dos corais tem impacto ambiental e econômico muito grande. Os recifes de coral formam a base de inúmeras comunidades aquáticas, que se servem desse ecossistema para conseguir abrigo e alimentação. Os setores de pesca e turismo são alguns dos mais prejudicados pelo fenômeno. A existência dessas espécies resistentes pode fornecer uma sobrevida a esses ecossistemas, caso as previsões de aumento da temperatura global se confirmem.</p>
<p>Clique <a href="http://www.int-res.com/abstracts/meps/v378/p93-103/">aqui </a>para ler o resumo do artigo, e <a href="http://ciencia.hsw.uol.com.br/barreira-de-corais.htm">aqui</a> para conhecer mais sobre os recifes de coral.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/corais-resistentes-a-elevacao-da-temperatura.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
