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	<title>Darwiniano &#187; Peixes</title>
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	<description>Um blog de ciência, com uma pitada de música e um toque de futebol</description>
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		<title>Peixes transgênicos: melhor tomar cuidado</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 12:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Transgênicos]]></category>
		<category><![CDATA[Peixes]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisas]]></category>

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		<description><![CDATA[A Universidade de Gotemburgo foi comissionada pela União Européia para estudar o impacto da presença de peixes geneticamente modificados em ambientes naturais. E a conclusão não surpreende: melhor tomar cuidado.
 Peixes transgênicos apresentam características que aumentam a produtividade e os lucros dos criadouros: crescem mais rápido, são mais resistentes a doenças e suportam temperaturas mais baixas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.science.gu.se/english/"><strong>Universidade de Gotemburgo</strong> </a>foi comissionada pela União Européia para estudar o impacto da presença de peixes geneticamente modificados em ambientes naturais. E a conclusão não surpreende: melhor tomar cuidado.</p>
<p> Peixes transgênicos apresentam características que aumentam a produtividade e os lucros dos criadouros: crescem mais rápido, são mais resistentes a doenças e suportam temperaturas mais baixas. Tilápias, salmões, trutas e carpas são algumas das variedades de peixes modificados geneticamente que são criados com interesse comercial.</p>
<p> Porém, existe a preocupação com os impactos ambientais que uma eventual passagem desses animais para os rios possa causar. Peixes mais resistentes a toxinas, por exemplo, podem acumular uma maior concentração dessas substâncias. Obviamente, o consumo desses peixes poderia trazer conseqüências sérias.</p>
<p> Estudos conduzidos por Fredrik Sundström com trutas e salmões mostraram que, ao menos em condições experimentais, peixes transgênicos tem maior chance de sobrevivência em condições adversas. Isso significa que a presença desses animais no ambiente natural poderia eliminar as variedades não-transgênicas por competição.</p>
<p> A sugestão de Sundström é que as variedades geneticamente modificadas sejam criadas em ambientes fechados, de preferência longe dos cursos naturais de água.</p>
<p> É importante notar, porém, que a pesquisa foi feita em ambientes artificiais. Portanto, não se pode afirmar que os mesmos resultados seriam observados em condições naturais.</p>
<p> Clique <strong><a href="ftp://ftp.fao.org/es/esn/food/GMtopic2.pdf">aqui </a></strong>para ler um artigo (em inglês) sobre pesquisas com peixes transgênicos.</p>
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		<title>Evolução a olhos vistos</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 00:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[Peixes]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das críticas mais recorrentes à ideia da evolução biológica é a de que o fênomeno não pode ser visualizado ou testado. Como o processo evolutivo demoraria milhares de anos e não poderia ser replicado em laboratório, &#8220;essa coisa toda não passa de uma teoria&#8221;.
Os adeptos dessa tese, que ainda podem ser encontrados por aí, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das críticas mais recorrentes à ideia da evolução biológica é a de que o fênomeno não pode ser visualizado ou testado. Como o processo evolutivo demoraria milhares de anos e não poderia ser replicado em laboratório, &#8220;essa coisa toda não passa de uma teoria&#8221;.</p>
<p>Os adeptos dessa tese, que ainda podem ser encontrados por aí, normalmente são pessoas desinformadas e com uma certa má vontade. Mas ora, a divulgação científica serve, entre outras coisas, pra ajudar a informar e esclarecer. Vamos lá então.</p>
<p>Antes de tudo, é sempre bom lembrar que a noção de evolução biológica relaciona-se a duas outras, basicamente: <strong>mudança</strong> e <strong>adaptação</strong>. Evoluir, biologicamente falando, não é sinômino de melhorar, como ainda se propaga erroneamente por aí. Evoluir é ficar diferente e se adaptar ao ambiente.</p>
<p>Os que ainda acreditam que a evolução de um organismo demora milênios e não pode ser observada no período de uma vida humana certamente desconhecem as causas do surgimento de bactérias e vírus resistentes a drogas diversas.</p>
<p>&#8220;Ah, mas bactérias e vírus não contam! Quero ver isso acontecer com um ser vivo mais complexo!&#8221;, alguém poderia argumentar. Não por isso: que tal um <strong><a href="http://newsroom.ucr.edu/images/releases/2119_0.jpg">lebiste</a></strong>?</p>
<p>Esse pequenino peixe ósseo da família <strong>Poeciliidae </strong>foi o personagem de um experimento conduzido por <strong>Swanne Gordon</strong>, pesquisadora da <strong><a href="http://www.ucr.edu/">University of California, Riverside</a></strong>.</p>
<p>Os espécimes participantes, originários do <a href="http://www.trinoutdoors.com/images/yarra_river_1_condensed.jpg"><strong>rio Yarra</strong></a>, em Trinidad, foram introduzidos em uma região do rio <strong>Damier</strong> (também em Trinidad) onde não são encontrados peixes predadores dos lebistes. Outros exemplares da mesma espécie foram introduzidos, para comparação, em uma seção do mesmo rio onde os predadores estão presentes.</p>
<p>Os lebistes são vivíparos. Seus filhotes são lançados à própria sorte pelas fêmeas nas águas dos rios. É evidente que uma série de fatores ambientais, como predadores e intempéries, eliminam muitos desses filhotes. Além disso, as próprias fêmeas são alvos em potencial de predadores. Para aumentar a chance de sobrevivência da prole e, consequentemente, da espécie, as fêmeas liberam uma grande quantidade de novos lebistes.</p>
<p>Pois meros oito anos após o início do experimento, Swanne Gordon e sua equipe perceberam uma alteração na reprodução dos lebistes introduzidos na seção do rio livre de predadores: a prole passou a ser menor, e os embriões gerados, maiores. Essa mesma alteração não foi observada entre os lebistes introduzidos no ambiente com predadores.</p>
<p>A explicação é razoavelmente simples. Sem os predadores, houve um relaxamento da seleção natural, e os lebistes se adaptaram à nova condição ambiental. Para que gastar energia produzindo um número enorme de embriões, se a chance de sobrevivência deles é grande? Que se use essa energia em algo mais útil. Embriões maiores e melhor formados, por exemplo, que certamente são mais competitivos na luta por recursos naturais como alimento.</p>
<p>Para reforçar a tese de que houve adaptação, um novo experimento detectou que os descendentes dos peixes introduzidos no ambiente livre de predadores apresentavam maior taxa de sobrevivência, em um período de quatro semanas, em relação a lebistes provenientes de outros rios.</p>
<p>Oito anos apenas, e a adaptação por meio de uma mudança foi observada. Modificação + adaptação = evolução. Claro como as águas de um rio de Trinidad.</p>
<p>(Os resultados desse estudo serão publicados na edição de julho da <a href="http://www.journals.uchicago.edu/toc/an/current"><strong>The American Naturalist</strong></a>.)</p>
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		<title>O top ten das espécies descobertas em 2008</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/o-top-ten-das-especies-descobertas.html</link>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 00:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paleontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Descobertas]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Peixes]]></category>

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		<description><![CDATA[O International Institute for Species Exploration, vinculado à Arizona State University, elegeu as 10 descobertas de novas espécies em 2008 que, na visão da comissão julgadora, foram as mais interessantes.
Entre eleitos como um cavalo-marinho minúsculo, uma palmeira que morre após a floração e uma espécie de café sem cafeína,  meu favorito é um peixe placoderme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O <a href="http://species.asu.edu/"><strong>International Institute for Species Exploration</strong></a>, vinculado à <a href="http://www.asu.edu/"><strong>Arizona State University</strong></a>, elegeu as 10 descobertas de novas espécies em 2008 que, na visão da comissão julgadora, foram as mais interessantes.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Entre eleitos como um cavalo-marinho minúsculo, uma palmeira que morre após a floração e uma espécie de café sem cafeína,  meu favorito é um peixe placoderme do período Devoniano, o <em>Materpiscis attenboroughi</em>. Os placodermos foram peixes que possuíam parte do corpo recoberta por placas ósseas, formando uma espécie de armadura, e viveram até aproximadamente 360 milhões de anos atrás.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O fóssil do <em>Masterpiscis</em> tem mais ou menos 380 milhões de anos e é o registro mais antigo até hoje encontrado de um vertebrado vivíparo. É um exemplar raríssimo, bem preservado e (aqui vai uma licença poética de um apaixonado por paleontologia) sensacional! A análise do registro mostra claramente as estruras do feto, a ligação deste com a mãe e a evidência que ela estava prestes a dar a luz.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 379px"><a href="http://oficina.cienciaviva.pt/~pw011/noticias/noticias_2008/eastmanosteus.fossil.completo.coppy.jpg"><img title="placoderma" src="http://oficina.cienciaviva.pt/~pw011/noticias/noticias_2008/eastmanosteus.fossil.completo.coppy.jpg" alt="O fóssil do &lt;i&gt;Materpiscis attenboroughi&lt;/i&gt;. Os ossos do feto estão em verde. " width="369" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">O fóssil do Materpiscis attenboroughi. Os ossos do feto estão em verde. </p></div>
<p>Você pode ver as fotos dos outros nove eleitos clicando <strong><a href="http://species.asu.edu/Top10">aqui</a></strong>.</p>
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