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	<title>Darwiniano &#187; Gigantes da Ciência</title>
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	<description>Um blog de ciência, com uma pitada de música e um toque de futebol</description>
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		<title>Um pesquisador: Miguel Nicolelis, brasileiro</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 11:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Um pesquisador]]></category>
		<category><![CDATA[Gigantes da Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Todo ser humano deveria poder participar da aventura que é descobrir o que nosso cérebro é capaz de fazer.&#8221;
Miguel Nicolelis
Este blogueiro esteve na noite de ontem (09/06) no TUCA, o teatro da PUC paulistana, para assistir à palestra em comemoração aos 7 anos da Scientific American Brasil. O orador convidado foi Miguel Nicolelis, neurocientista da Duke [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Todo ser humano deveria poder participar da aventura que é descobrir o que nosso cérebro é capaz de fazer.&#8221;</em><br />
<strong>Miguel Nicolelis</strong></p>
<p>Este blogueiro esteve na noite de ontem (09/06) no <strong>TUCA</strong>, o teatro da PUC paulistana, para assistir à palestra em comemoração aos 7 anos da <strong><a href="http://www2.uol.com.br/sciam/">Scientific American Brasil</a></strong>. O orador convidado foi <strong>Miguel Nicolelis</strong>, neurocientista da <strong><a href="http://www.duke.edu/">Duke University</a></strong>, nos EUA, e do <strong>IINN-ELS</strong> de Natal. O tema da noite era <em>A Ciência como agente de transformação social</em>. Transformação que pode ser vista no próprio auditório do TUCA, em cada um de nós que estávamos lá.</p>
<p> <br />
Minha intenção era produzir para o blog um relato com os principais pontos da palestra e, quem sabe, conseguir algumas palavras exclusivas do palestrante. Afinal, Miguel Nicolelis é um dos mais conceituados neurocientistas da atualidade, nome freqüente em conversas especulativas sobre o prêmio Nobel. O que ele fala sempre merece atenção.<br />
Mas o que acompanhei ontem a noite foi muito mais do que uma simples apresentação de dados científicos. Foi uma aula de como se faz <strong>Ciência</strong>, com c maiúsculo, e de cidadania.</p>
<p> <br />
Nicolelis dividiu a palestra em duas partes. Na primeira, relatou alguns dos experimentos que conduziu e conduz no <a href="http://www.nicolelislab.net/"><strong>Centro de Neuroengenharia</strong> </a>da Duke University. Em linhas gerais, o propósito de Nicolelis e sua equipe é desvendar e utilizar o potencial do cérebro humano para aumentar a qualidade de vida de pessoas com mobilidade comprometida.</p>
<p> <br />
Para exemplificar, ele comentou dois experimentos conduzidos na instituição. Em um deles, uma fêma de macaco reso movimentou um braço mecânico, ao qual não estava fisicamente ligada, apenas com a atividade cerebral. No outro experimento, mais recente, um reso, habitante dos laboratórios onde Nicolelis trabalha na Califórnia, movimentou por meio de suas atividades cerebrais, as pernas de um robô localizado em um laboratório no Japão!</p>
<p> <br />
A ideia é que, a partir dessas tecnologias, pessoas comprometidas em suas funções motoras, como portadores do mal de Parkinson, possam movimentar uma veste robótica com o pensamento, e readquirir assim pelo menos parte da mobilidade.</p>
<p> </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img title="nicol" src="http://www.dukemagazine.duke.edu/dukemag/issues/010204/images/lg_nico11460078.jpg" alt="" width="300" height="465" /><p class="wp-caption-text">&quot;Na caatinga, os cactos aproveitam a pouca chuva que cai para florescer. Eles sabem que aquela é a única chance que têm para produzir as flores. Mas na caatinga não são só os cactos que florescem, pessoas também&quot;.</p></div>
<p> <br />
Impressionante, digno mesmo de um Nobel. Mas a maior obra de Nicolelis, a que realmente o torna um dos gigantes da Ciência atual, não é produzida na Califórnia, mas aqui no Brasil. Mais especificamente na periferia de Natal.</p>
<p> <br />
Com outros colegas da academia e a partir de financiamentos privados, Nicolelis criou o <strong><a href="http://www.natalneuro.org.br/">Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS)</a></strong>. O Instituto, já em funcionamento, é um centro de pesquisa de ponta na área da neurociência. Os primeiros resultados já aparecem: uma pesquisa conduzida no IINN foi capa da <strong>Science</strong> em março desse ano.</p>
<p> </p>
<p>Além disso, as ramificações da instituição visam atender e transformar a vida das comunidades carentes de Natal. Escolas, centros para instrução científica e centros de atendimento médico fazem parte do complexo.<br />
A inspiração para essa iniciativa, e que permeia todo a instituição, está em Santos Dumont, um brasileiro que ousou voar. A intenção de Nicolelis é que aqueles garotos que freqüentam o instituto acreditem que, assim como Dumont, eles também podem chegar mais alto.<br />
Criar um centro de excelência na periferia de uma cidade com baixo desenvolvimento social é fazer Ciência de primeira linha. É essa a Ciência que muda a realidade para melhor, que promove o desenvolvimento pessoal e causa impacto positivo no planeta.</p>
<p> <br />
Miguel Nicolelis é um homem tranqüilo, de fala mansa, um palmeirense fanático que se esquiva quando é perguntado sobre um hipotético Nobel. Um cientista notável. Mas, acima de tudo, um brasileiro como poucos. Um verdadeiro patriota, desses que são muito, muito raros.</p>
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		<title>Um pesquisador: Fritz Müller</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 02:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Darwin]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
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		<category><![CDATA[História da Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesse ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento de Charles Darwin, um personagem obscuro mas grandioso da história da Ciência no Brasil vem sendo relembrado.
Fritz Müller (Johann Friedrich Theodor Müller) foi um alemão naturalizado brasileiro que passou boa parte de sua vida em Santa Catarina. Professor de matemática no Liceu Provincial de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento de Charles Darwin, um personagem obscuro mas grandioso da história da Ciência no Brasil vem sendo relembrado.</p>
<p><strong>Fritz Müller</strong> (Johann Friedrich Theodor Müller) foi um alemão naturalizado brasileiro que passou boa parte de sua vida em Santa Catarina. Professor de matemática no Liceu Provincial de Desterro, passou a se dedicar a pesquisas na área que hoje chamamos de Biologia após a transformação do Liceu em um colégio católico.</p>
<p>A partir da leitura d&#8217;<strong>A Origem das Espécies</strong>, Müller resolveu testar os pressupostos defendidos por Darwin. Suas pesquisas com crustáceos do litoral catarinense confirmaram a ideia da evolução pela seleção natural.</p>
<p>Müller então resolveu publicar um livro, <em>Für Darwin</em>, em que descrevia suas descobertas e mostrava como elas reforçavam as ideias darwinistas. A obra ajudou a aumentar a aceitação da teoria evolucionista na Alemanha e permitiu que se iniciasse uma duradoura correspondência entre Darwin e Müller.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img title="Fritz Muller" src="http://www.turismoblumenau.com.br/novo/site/imagens/conteudo/Image/Fritz_Muller.jpg" alt="Fritz Müller (1821 - 1897)" width="200" height="257" /><p class="wp-caption-text">Fritz Müller (1821 - 1897)</p></div>
<p>O naturalista inglês ficou tão impressionado e grato com as pesquisas de Fritz Müller que chegou a chamá-lo de &#8220;príncipe dos observadores&#8221;. Apesar de nunca terem se conhecido pessoalmente, existem indícios de que Darwin o considerava um de seus mais caros amigos.</p>
<p>Müller é também o autor de um conceito fundamental no estudo da evolução, o <strong>mimetismo mulleriano</strong>. Essa modalidade de mimetismo é observada em espécies como certas borboletas que têm gosto desagradável para seus predadores, mas que ainda assim imitam os padrões de coloração de outras espécies que também têm gosto desagradável. Dessa forma é reforçada a associação entre o padrão de coloração e o gosto ruim, o que aumenta a proteção de várias espécies ao mesmo tempo.</p>
<p>Para conhecer um pouco mais sobre Fritz Müller, recomendo a leitura do texto de Margherita Anna Barracco e Cezar Zillig na <strong>Scientific American Brasil</strong> desse mês (<strong><a href="http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/parceiro_de_charles_darwin.html">edição 84</a></strong>). É ótimo também o artigo publicado na <strong>National Geographic Brasil</strong> de fevereiro de 2009.</p>
<p>Outro bom texto é <a href="http://www.historiaambiental.org/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=200:a-originalidade-de-fritz-mueller&amp;catid=94:nacionais&amp;Itemid=291"><strong>A originalidade de Fritz Müller</strong></a>, de Fabiano Ardigo, encontrado no site da <a href="http://www.historiaambiental.org/"><strong>Rede Brasileira de História Ambiental</strong></a>.</p>
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