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	<title>Darwiniano &#187; Evolução</title>
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	<description>Um blog de ciência, com uma pitada de música e um toque de futebol</description>
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		<title>Marina Silva e o criacionismo</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 16:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Contribuição dos leitores]]></category>
		<category><![CDATA[Criacionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[No post Marina Silva, candidata a presidente, fiz considerações sobre as crenças da ex-ministra, mais especificamente em relação à sua fé no criacionismo.
Ontem a Folha de São Paulo publicou uma entrevista com Marina Silva (aqui, para assinantes UOL), e as duas primeiras perguntas, com as respostas, foram essas:
FOLHA &#8211; Antes de mudar de partido, a sra. mudou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No post <strong><a href="http://darwiniano.com.br/marina-silva-candidata-a-presidente.html">Marina Silva, candidata a presidente</a></strong>, fiz considerações sobre as crenças da ex-ministra, mais especificamente em relação à sua fé no criacionismo.</p>
<p>Ontem a <strong>Folha de São Paulo</strong> publicou uma entrevista com Marina Silva (<strong><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2308200902.htm">aqui</a></strong>, para assinantes UOL), e as duas primeiras perguntas, com as respostas, foram essas:</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Antes de mudar de partido, a sra. mudou de religião, de católica para evangélica. No ano passado, equiparou a teoria da evolução de Charles Darwin ao criacionismo, que atribui a origem da vida a Deus. Entre fé e ciência, a sra. fica com a fé?<br />
MARINA SILVA </strong>- Houve um completo mal-entendido. Fui dar palestra em uma universidade adventista, que é uma faculdade confessional. A legislação brasileira permite as escolas e as faculdades confessionais, que têm o direito de fazer a abordagem do ensino a partir da perspectiva religiosa.<br />
Um jovem me perguntou o que eu achava de as escolas adventistas ensinarem o criacionismo. Respondi que, desde que ensine também a teoria da evolução, não vejo problema.<br />
A partir daí, as pessoas começaram a dizer que eu estava defendendo o criacionismo. Sou professora, nunca defendi essa tese e nem me considero criacionista. Porque o criacionismo é uma tentativa de explicação como se fosse científica para responder a questão da criação em oposição ao evolucionismo.<br />
Apenas acredito em Deus, é uma questão de fé. Nunca tive dificuldade em respeitar e me relacionar com os ateus, com pessoas que professam outras crenças ou outra forma de pensar diferente da minha.</em></p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; E essa fé a impede de discutir questões como a descriminalização do aborto?<br />
MARINA </strong>- Questões de fé e as convicções de cada um devem ser respeitadas. Não me envergonho de dizer que sou cristã e jamais tergiversaria sobre minha fé para ganhar simpatia de quem quer que seja. Seria capaz de perder todos os votos, de nunca mais ser eleita, mas nunca faria um discurso fácil.</em></p>
<p>Marina Silva não vê problemas no ensino do criacionismo, desde que ensinem também a teoria da evolução. Mas em que disciplinas esses temas seriam abordados? Nas aulas de religião ou de ciências? Criacionismo é fé, evolução biológica é Ciência. Cada um desses assuntos deve ser ministrado na disciplina adequada, por profissionais preparados para a tarefa. Criacionismo em aulas de ciências é irresponsabilidade e desvirtuamento.</p>
<p>Mas o que mais chama a atenção na entrevista é outra passagem. A ex-ministra é evangélica. Evangélicos têm a Bíblia como livro sagrado, como guia de fé é prática. O criacionista, assim como o evangélico, acredita que Deus criou todas as coisas, incluindo os seres vivos. Marina Silva, quando diz que não é criacionista, está sendo absolutamente incoerente, e claramente “jogando pra galera”. Ou, em outros termos, sendo política. Uma política como qualquer outra.</p>
<p>Concordo com a ambientalista quando afirma que a fé deve ser respeitada (assim como a falta de fé). Mas é fundamental que a fé não interfira na administração pública. O Estado é laico, e assim deve permanecer.</p>
<p>(A partir de uma dica de Eliana Pantoja)</p>
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		<title>Evolução e mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 02:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Mamíferos]]></category>

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		<description><![CDATA[O mecanismo básico da evolução biológica é simples: os seres vivos sofrem alterações em seus corpos, que podem auxilar ou não na adaptação ao ambiente. Assim, quando o ambiente muda, os organismos podem se adaptar ou ser eliminados.
Se o clima do planeta está mudando, é natural que ocorra um processo de adaptação dos organismos às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mecanismo básico da evolução biológica é simples: os seres vivos sofrem alterações em seus corpos, que podem auxilar ou não na adaptação ao ambiente. Assim, quando o ambiente muda, os organismos podem se adaptar ou ser eliminados.</p>
<p>Se o clima do planeta está mudando, é natural que ocorra um processo de adaptação dos organismos às novas condições. Oliver Pergams, pesquisador da <a href="http://www.uic.edu/index.html/"><strong>University of Illinois at Chicago</strong></a> parece ter detectado a evolução ocorrendo em roedores causada por pressões seletivas com origem nas alterações climáticas e no aumento da população humana.</p>
<p>Ao todo, Pergams analisou 1302 exemplares de roedores coletados entre 1892 e 2001, encontrados em museus de diversas partes do mundo. Ele realizou uma comparação entre os os animais coletados antes e depois de 1950, chegando a encontrar alterações nas medidas corporais de mais de 50%, em geral tendendo a um aumento de dimensões.</p>
<p>Os dados coletados indicam que as mudanças ocorreram, ao menos em parte,  relacionadas a alterações climáticas que podem estar sendo causadas pela atividade humana e ao aumento em nossa densidade populacional.</p>
<p>Eles também servem para desmistificar a ideia de que a evolução biológica é extremamente lenta, ocorrendo ao longo de milhares de anos. Em um período de pouco mais de 100 anos, as mudanças detectadas são significativas.</p>
<p>O artigo completo pode ser lido clicando <a href="http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0006452"><strong>aqui. </strong></a></p>
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		<title>Evolução a olhos vistos</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 00:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[Peixes]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das críticas mais recorrentes à ideia da evolução biológica é a de que o fênomeno não pode ser visualizado ou testado. Como o processo evolutivo demoraria milhares de anos e não poderia ser replicado em laboratório, &#8220;essa coisa toda não passa de uma teoria&#8221;.
Os adeptos dessa tese, que ainda podem ser encontrados por aí, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das críticas mais recorrentes à ideia da evolução biológica é a de que o fênomeno não pode ser visualizado ou testado. Como o processo evolutivo demoraria milhares de anos e não poderia ser replicado em laboratório, &#8220;essa coisa toda não passa de uma teoria&#8221;.</p>
<p>Os adeptos dessa tese, que ainda podem ser encontrados por aí, normalmente são pessoas desinformadas e com uma certa má vontade. Mas ora, a divulgação científica serve, entre outras coisas, pra ajudar a informar e esclarecer. Vamos lá então.</p>
<p>Antes de tudo, é sempre bom lembrar que a noção de evolução biológica relaciona-se a duas outras, basicamente: <strong>mudança</strong> e <strong>adaptação</strong>. Evoluir, biologicamente falando, não é sinômino de melhorar, como ainda se propaga erroneamente por aí. Evoluir é ficar diferente e se adaptar ao ambiente.</p>
<p>Os que ainda acreditam que a evolução de um organismo demora milênios e não pode ser observada no período de uma vida humana certamente desconhecem as causas do surgimento de bactérias e vírus resistentes a drogas diversas.</p>
<p>&#8220;Ah, mas bactérias e vírus não contam! Quero ver isso acontecer com um ser vivo mais complexo!&#8221;, alguém poderia argumentar. Não por isso: que tal um <strong><a href="http://newsroom.ucr.edu/images/releases/2119_0.jpg">lebiste</a></strong>?</p>
<p>Esse pequenino peixe ósseo da família <strong>Poeciliidae </strong>foi o personagem de um experimento conduzido por <strong>Swanne Gordon</strong>, pesquisadora da <strong><a href="http://www.ucr.edu/">University of California, Riverside</a></strong>.</p>
<p>Os espécimes participantes, originários do <a href="http://www.trinoutdoors.com/images/yarra_river_1_condensed.jpg"><strong>rio Yarra</strong></a>, em Trinidad, foram introduzidos em uma região do rio <strong>Damier</strong> (também em Trinidad) onde não são encontrados peixes predadores dos lebistes. Outros exemplares da mesma espécie foram introduzidos, para comparação, em uma seção do mesmo rio onde os predadores estão presentes.</p>
<p>Os lebistes são vivíparos. Seus filhotes são lançados à própria sorte pelas fêmeas nas águas dos rios. É evidente que uma série de fatores ambientais, como predadores e intempéries, eliminam muitos desses filhotes. Além disso, as próprias fêmeas são alvos em potencial de predadores. Para aumentar a chance de sobrevivência da prole e, consequentemente, da espécie, as fêmeas liberam uma grande quantidade de novos lebistes.</p>
<p>Pois meros oito anos após o início do experimento, Swanne Gordon e sua equipe perceberam uma alteração na reprodução dos lebistes introduzidos na seção do rio livre de predadores: a prole passou a ser menor, e os embriões gerados, maiores. Essa mesma alteração não foi observada entre os lebistes introduzidos no ambiente com predadores.</p>
<p>A explicação é razoavelmente simples. Sem os predadores, houve um relaxamento da seleção natural, e os lebistes se adaptaram à nova condição ambiental. Para que gastar energia produzindo um número enorme de embriões, se a chance de sobrevivência deles é grande? Que se use essa energia em algo mais útil. Embriões maiores e melhor formados, por exemplo, que certamente são mais competitivos na luta por recursos naturais como alimento.</p>
<p>Para reforçar a tese de que houve adaptação, um novo experimento detectou que os descendentes dos peixes introduzidos no ambiente livre de predadores apresentavam maior taxa de sobrevivência, em um período de quatro semanas, em relação a lebistes provenientes de outros rios.</p>
<p>Oito anos apenas, e a adaptação por meio de uma mudança foi observada. Modificação + adaptação = evolução. Claro como as águas de um rio de Trinidad.</p>
<p>(Os resultados desse estudo serão publicados na edição de julho da <a href="http://www.journals.uchicago.edu/toc/an/current"><strong>The American Naturalist</strong></a>.)</p>
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		<title>O top ten das espécies descobertas em 2008</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 00:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paleontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Descobertas]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Peixes]]></category>

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		<description><![CDATA[O International Institute for Species Exploration, vinculado à Arizona State University, elegeu as 10 descobertas de novas espécies em 2008 que, na visão da comissão julgadora, foram as mais interessantes.
Entre eleitos como um cavalo-marinho minúsculo, uma palmeira que morre após a floração e uma espécie de café sem cafeína,  meu favorito é um peixe placoderme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O <a href="http://species.asu.edu/"><strong>International Institute for Species Exploration</strong></a>, vinculado à <a href="http://www.asu.edu/"><strong>Arizona State University</strong></a>, elegeu as 10 descobertas de novas espécies em 2008 que, na visão da comissão julgadora, foram as mais interessantes.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Entre eleitos como um cavalo-marinho minúsculo, uma palmeira que morre após a floração e uma espécie de café sem cafeína,  meu favorito é um peixe placoderme do período Devoniano, o <em>Materpiscis attenboroughi</em>. Os placodermos foram peixes que possuíam parte do corpo recoberta por placas ósseas, formando uma espécie de armadura, e viveram até aproximadamente 360 milhões de anos atrás.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O fóssil do <em>Masterpiscis</em> tem mais ou menos 380 milhões de anos e é o registro mais antigo até hoje encontrado de um vertebrado vivíparo. É um exemplar raríssimo, bem preservado e (aqui vai uma licença poética de um apaixonado por paleontologia) sensacional! A análise do registro mostra claramente as estruras do feto, a ligação deste com a mãe e a evidência que ela estava prestes a dar a luz.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 379px"><a href="http://oficina.cienciaviva.pt/~pw011/noticias/noticias_2008/eastmanosteus.fossil.completo.coppy.jpg"><img title="placoderma" src="http://oficina.cienciaviva.pt/~pw011/noticias/noticias_2008/eastmanosteus.fossil.completo.coppy.jpg" alt="O fóssil do &lt;i&gt;Materpiscis attenboroughi&lt;/i&gt;. Os ossos do feto estão em verde. " width="369" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">O fóssil do Materpiscis attenboroughi. Os ossos do feto estão em verde. </p></div>
<p>Você pode ver as fotos dos outros nove eleitos clicando <strong><a href="http://species.asu.edu/Top10">aqui</a></strong>.</p>
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		<title>Um pesquisador: Fritz Müller</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/35.html</link>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 02:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Darwin]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Gigantes da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[História da Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesse ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento de Charles Darwin, um personagem obscuro mas grandioso da história da Ciência no Brasil vem sendo relembrado.
Fritz Müller (Johann Friedrich Theodor Müller) foi um alemão naturalizado brasileiro que passou boa parte de sua vida em Santa Catarina. Professor de matemática no Liceu Provincial de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento de Charles Darwin, um personagem obscuro mas grandioso da história da Ciência no Brasil vem sendo relembrado.</p>
<p><strong>Fritz Müller</strong> (Johann Friedrich Theodor Müller) foi um alemão naturalizado brasileiro que passou boa parte de sua vida em Santa Catarina. Professor de matemática no Liceu Provincial de Desterro, passou a se dedicar a pesquisas na área que hoje chamamos de Biologia após a transformação do Liceu em um colégio católico.</p>
<p>A partir da leitura d&#8217;<strong>A Origem das Espécies</strong>, Müller resolveu testar os pressupostos defendidos por Darwin. Suas pesquisas com crustáceos do litoral catarinense confirmaram a ideia da evolução pela seleção natural.</p>
<p>Müller então resolveu publicar um livro, <em>Für Darwin</em>, em que descrevia suas descobertas e mostrava como elas reforçavam as ideias darwinistas. A obra ajudou a aumentar a aceitação da teoria evolucionista na Alemanha e permitiu que se iniciasse uma duradoura correspondência entre Darwin e Müller.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img title="Fritz Muller" src="http://www.turismoblumenau.com.br/novo/site/imagens/conteudo/Image/Fritz_Muller.jpg" alt="Fritz Müller (1821 - 1897)" width="200" height="257" /><p class="wp-caption-text">Fritz Müller (1821 - 1897)</p></div>
<p>O naturalista inglês ficou tão impressionado e grato com as pesquisas de Fritz Müller que chegou a chamá-lo de &#8220;príncipe dos observadores&#8221;. Apesar de nunca terem se conhecido pessoalmente, existem indícios de que Darwin o considerava um de seus mais caros amigos.</p>
<p>Müller é também o autor de um conceito fundamental no estudo da evolução, o <strong>mimetismo mulleriano</strong>. Essa modalidade de mimetismo é observada em espécies como certas borboletas que têm gosto desagradável para seus predadores, mas que ainda assim imitam os padrões de coloração de outras espécies que também têm gosto desagradável. Dessa forma é reforçada a associação entre o padrão de coloração e o gosto ruim, o que aumenta a proteção de várias espécies ao mesmo tempo.</p>
<p>Para conhecer um pouco mais sobre Fritz Müller, recomendo a leitura do texto de Margherita Anna Barracco e Cezar Zillig na <strong>Scientific American Brasil</strong> desse mês (<strong><a href="http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/parceiro_de_charles_darwin.html">edição 84</a></strong>). É ótimo também o artigo publicado na <strong>National Geographic Brasil</strong> de fevereiro de 2009.</p>
<p>Outro bom texto é <a href="http://www.historiaambiental.org/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=200:a-originalidade-de-fritz-mueller&amp;catid=94:nacionais&amp;Itemid=291"><strong>A originalidade de Fritz Müller</strong></a>, de Fabiano Ardigo, encontrado no site da <a href="http://www.historiaambiental.org/"><strong>Rede Brasileira de História Ambiental</strong></a>.</p>
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