A Universidade de Gotemburgo foi comissionada pela União Européia para estudar o impacto da presença de peixes geneticamente modificados em ambientes naturais. E a conclusão não surpreende: melhor tomar cuidado.
Peixes transgênicos apresentam características que aumentam a produtividade e os lucros dos criadouros: crescem mais rápido, são mais resistentes a doenças e suportam temperaturas mais baixas. Tilápias, salmões, trutas e carpas são algumas das variedades de peixes modificados geneticamente que são criados com interesse comercial.
Porém, existe a preocupação com os impactos ambientais que uma eventual passagem desses animais para os rios possa causar. Peixes mais resistentes a toxinas, por exemplo, podem acumular uma maior concentração dessas substâncias. Obviamente, o consumo desses peixes poderia trazer conseqüências sérias.
Estudos conduzidos por Fredrik Sundström com trutas e salmões mostraram que, ao menos em condições experimentais, peixes transgênicos tem maior chance de sobrevivência em condições adversas. Isso significa que a presença desses animais no ambiente natural poderia eliminar as variedades não-transgênicas por competição.
A sugestão de Sundström é que as variedades geneticamente modificadas sejam criadas em ambientes fechados, de preferência longe dos cursos naturais de água.
É importante notar, porém, que a pesquisa foi feita em ambientes artificiais. Portanto, não se pode afirmar que os mesmos resultados seriam observados em condições naturais.
Clique aqui para ler um artigo (em inglês) sobre pesquisas com peixes transgênicos.
