Darwiniano

01 set, 2009

Peixes transgênicos: melhor tomar cuidado

Posted by: Darwinista In: Transgênicos

A Universidade de Gotemburgo foi comissionada pela União Européia para estudar o impacto da presença de peixes geneticamente modificados em ambientes naturais. E a conclusão não surpreende: melhor tomar cuidado.

 Peixes transgênicos apresentam características que aumentam a produtividade e os lucros dos criadouros: crescem mais rápido, são mais resistentes a doenças e suportam temperaturas mais baixas. Tilápias, salmões, trutas e carpas são algumas das variedades de peixes modificados geneticamente que são criados com interesse comercial.

 Porém, existe a preocupação com os impactos ambientais que uma eventual passagem desses animais para os rios possa causar. Peixes mais resistentes a toxinas, por exemplo, podem acumular uma maior concentração dessas substâncias. Obviamente, o consumo desses peixes poderia trazer conseqüências sérias.

 Estudos conduzidos por Fredrik Sundström com trutas e salmões mostraram que, ao menos em condições experimentais, peixes transgênicos tem maior chance de sobrevivência em condições adversas. Isso significa que a presença desses animais no ambiente natural poderia eliminar as variedades não-transgênicas por competição.

 A sugestão de Sundström é que as variedades geneticamente modificadas sejam criadas em ambientes fechados, de preferência longe dos cursos naturais de água.

 É importante notar, porém, que a pesquisa foi feita em ambientes artificiais. Portanto, não se pode afirmar que os mesmos resultados seriam observados em condições naturais.

 Clique aqui para ler um artigo (em inglês) sobre pesquisas com peixes transgênicos.

23 Comentários to "Peixes transgênicos: melhor tomar cuidado"

1 | bitt

setembro 1st, 2009 at 12:08

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Uma questão interessante, que tem sido levantada em alguns arraiais nos EUA e Canadá, é se a engenharia genética não constituí uma aceleração exponencial da marcha da evolução. Não sou especialista, não sei o q pensar sobre o tema. Mas sei a competição é um dos “métodos” de q a evolução lança mão para eliminar espécies fracas.
Por outro lado, me parece (embora eu tamb não saiba se tal tipo de estudo pode ser feito – talv por modelagem de computador) que a hipótese da “extinção trágica” (não sei se esse termo é usado em nossa língua) dos dinossauros poderia servir de termo de comparação, visto q os caras q aceitam essa hipótese dizem q a maioria das espécies foram extintas de uma hora para outra.

2 | bitt

setembro 1st, 2009 at 12:22

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Existe uma linha de pens nos arraiais especializados dos EUA e Canadá q sugere ser a engenharia genética uma aceleração exponencial da velocidade do processo evolucionário; não sou especialista nisso, mas acho a hipótese interessante. A introdução de espécies transgênicas eliminaria, por competição, espécies mns habilitadas. Ou acabaria modificando essas espécies, tornando-as habilitadas a competir.

3 | Nhé!

setembro 1st, 2009 at 13:17

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Interessante essa notícia.
E a nossa realidade?

4 | Darwinista

setembro 1st, 2009 at 13:24

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bitt #1
A evolução, mais especificamente um dos seus mecanismos, que é a seleção natural, atua na variabilidade, favorecendo os mais adaptados a determinadas circunstãncias ambientais. A manipulação genética cria variabilidade numa velocidade muito maior que a natural, e sempre com o intuito de favorecer a sobrevivência. Então, faz sentido sim imaginar que essa manipulação acelere o processo evolutivo.
Acho que esse “extinção trágica” é que chamamos em português de extinção em massa. Agora, os dinossauros levaram milhares de anos pra serem extintos. Mas isso, na escala de tempo geológica, é muito pouco.

5 | Darwinista

setembro 1st, 2009 at 13:29

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Nhé! #3
Não sei como anda a pesquisa e a criação de peixes transgênicos no Brasil, mas é um bom tema de estudo.

6 | Luiz

setembro 1st, 2009 at 14:51

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Peixe transgênico, boi transgênico, frango transgênico…

Qual será o próximo ?

Cerveja transgênica?

Não, isso não…

7 | Ricardo Chapola (CHAPS)

setembro 1st, 2009 at 20:32

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Ia falar exatamente o que nosso ilustre amigo Luiz disse: já não bastam as toneladas de produtos trangênicos que temos e ainda devemos incluir os peixes na lista?

Pois é…Rezarei pra cerveja permanecer geneticamente inalterada. AMÉM!

9 | Darwinista

setembro 1st, 2009 at 22:14

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Ricardo Chapola #7
Amém! Mas acho que já é tarde…

10 | Colafina

setembro 1st, 2009 at 23:53

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Luiz #6
Se pensar que milho e arroz também são utilizados no processo de fermentação da cerveja, então… cerveja transgênica, sim!!
:-)

11 | Anrafel

setembro 2nd, 2009 at 1:52

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Peixe também já é motivo de cuidados ao comprar, pelo menos aqueles provenientes da aqüicultura.

Num exemplo extremo, lembro que, há uns 40 dias, deu por aí na rede que em 2008 o Chile usou 350 vezes mais antibióticos em suas criações de salmão do que a Noruega.

A Wal-Mart chegou a reduzir as compras do pescado chileno por conta disso e o FDA intimou 3 empresas que atuam no Chile por usarem substâncias proibidas.

E para não faltar a velha conclusão, imaginem o que eles não vendem para nós.

12 | confettia*

setembro 2nd, 2009 at 5:39

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eu pobre vegetariana ja nem peixe como mais !
nao tem pra onde correr gente ! ta cada vez mais dificil encontrar alimentos “limpos”, sem pesticida ou sem origem naquelas horriveis sementes da monsanto !

beber agua tbm é arriscado…o subsolo ta cheio de veneno e acidez, minas e poços contaminados e estaçoes de tratamento de agua, igualmente sujas por remédios anti-bacterianos….

até beijar na boca é perigoso…a gripeA de tocaia…:((

13 | Darwinista

setembro 2nd, 2009 at 8:03

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Anrafel #11
É verdade. O pior é que fica cada vez mais difícil escapar dos alimentos cheios de “intervenção” humana…

14 | Darwinista

setembro 2nd, 2009 at 8:04

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confettia* #12
Mas beijar na boca vale o risco… ;-)

15 | bitt

setembro 2nd, 2009 at 8:36

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Bom, Darw, pelo q entendi, a hipótese da “aceleração evolucionária” então faz sentido. Bom, o Jared Diamond, no capítulo 11 de um livro bastante interessante – “The Third Chimpanzee”, apresenta uma hipótese semelhante – a exposição a tóxicos químicos, que equivale, em certos casos, a tomar veneno voluntariamente, acaba aumentando a resistência humana contra fatores externos. Tvz seja a formulação cinetífica de uma coisa q minha avó materna dizia – “o que não mata, engorda”.

16 | Anrafel

setembro 2nd, 2009 at 9:28

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Que é a adapatção do dito nietschiano “aquilo que não me mata, só me fortalece”.

17 | Anrafel

setembro 2nd, 2009 at 9:30

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Faltou um ‘z’ aí em cima (vai gostar de consoante assim na Germânia!).

18 | Luiz

setembro 2nd, 2009 at 11:01

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Darw, Colafina e Chapola,

Diante de tudo isso, só me resta dizer:

Cachaça transgênica, não…

Se bem que a cana-de-açucar…

19 | Anrafel

setembro 2nd, 2009 at 11:20

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Bitt,

Isso talvez seja simbolizado pelo “frango que atinge dois quilos e meio em 40 dias”. As reações químicas no nosso corpo estão mudando; crianças e adolescentes não têm nem dados culturais que os levem a alguma resistência gastronômica, e tome-lhe pizza, hamburgeres, hot-dogs, refrigerantes e biscoitos recheados.

Luiz,

Não sei não. Tomar uma Seleta é diferente de tomar uma Sagatiba. Ainda bem que essa última é pros gringos.

20 | Darwinista

setembro 2nd, 2009 at 12:52

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bitt #15
O que sua avó dizia, em outras palavras, é a famosa “sobrevivência do mais apto”. :-)

21 | Darwinista

setembro 2nd, 2009 at 12:58

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Anrafel #19
Assino embaixo, a Seleta é espetacular!

22 | Fabio M

setembro 2nd, 2009 at 17:15

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Luis # 6, Darwininsta # 8 e Colafina # 10.

A solução é somente consumir cervejas fabricadas segundo a Reinheitsgebot – a lei de pureza da Baviera, que determina que somente podem ser fabricadas cervejas cuja composição seja água, malte de cevada ou trigo e lúpulo.

No Brasil a solução é Heineken (puro malte), as cervejas da Eisenbahn, Baden Baden, Colorado e outras micro e cervejarias artesanais.

AB InBev? Só em caso de necessidade extrema :-)

23 | Darwinista

setembro 3rd, 2009 at 12:10

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Fabio M #22
Pode incluir a Devassa nessa lista, que é excelente também. A Colorado, até agora não me convenceu…

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