
Em pé: Elisa, Solito, Sócrates, Ataliba, Casagrande, Zenon e Biro-Biro. Agachados: Mauro, Daniel González, Alfinete, Paulinho e Wladimir.
Se a Seleção Brasileira de 1982 me ensinou que o futebol pode fazer a gente chorar de tristeza, o time da Democracia Corinthiana me ensinou que o mesmo futebol também pode fazer a gente chorar de alegria.
12 de dezembro. Dia do segundo jogo da final do Paulistão de 1982. Eu estava na casa do meu avô, acompanhado por ele e por um tio. Os dois são corinthianos. Muito corinthianos. Eu me dizia torcedor do coringão desde pequeno, claramente por influência do patriarca. Não sabia muito bem o que era torcer pra um time de futebol.
Mas quando o juiz terminou o jogo, e o Corinthians venceu o campeonato, eu olhei pro meu tio e meu avô, e os olhos dos dois marmanjos estavam cheios de lágrimas. Eles choravam, gritavam, pulavam. Se abraçavam, e a mim também.
Naquele tarde eu entendi porque a gente torce pra um time de futebol. Mesmo que sejam raras, as emoções que a conquista de um campeonato provocam são incomparáveis. E foi naquele dia que eu me consolidei, irremediavelmente, como mais um corinthiano sofredor.
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Abaixo, um vídeo com os gols do São Paulo 1 x 3 Corinthians, o segundo jogo da final do Paulistão de 1982.
Vale prestar atenção:
- O compacto é uma produção do saudoso Canal 100.
- O passe de calcanhar de Sócrates para o primeiro gol do Corinthians.
- A arquibancada, um espetáculo à parte. Nessa época bacana ainda se podia entrar com bandeiras nos estádios paulistas.
