06 jun, 2009
Mudanças climáticas – o debate (7)
Posted by: Darwinista In: Debate| Mudanças climáticas
O George C. Marshall Institute é uma entidade que se propõe a analisar e avaliar a produção científica que possa ter algum impacto na administração pública. Sua meta é combater o uso político do conhecimento científico. O Instituto se posiciona claramente contra o “alarmismo” em relação ao aquecimento global, e é cético quanto à participação do ser humano nas alterações climáticas.
Por meio do site do Instituto cheguei a um artigo interessante de Terri Jackson, física e climatologista, publicado no Belfast Telegraph em 13 de maio de 2009.
No artigo, Terri Jackson elenca uma série de evidências de que o aquecimento global é uma falácia, e que na verdade o planeta estaria entrando num período de resfriamento. Esse é o trecho inicial do artigo (tradução minha):
Há hoje em dia evidências científicas irrefutáveis de que, ao invés do aquecimento global, a Terra entrou em um período de resfriamento global que durará por pelo menos as próximas duas décadas.
As evidências vêm da NASA Microwave Sounding Unit e do Hadley Climate Research Unit, enquanto o observatório de Mauna Loa, no Hawaii, indica que os níveis de CO2 na atmosfera continuam a aumentar.
O professor Don Easterbrook, um dos principais oradores na recente Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas, que ocorreu em New York em março deste ano e contou com a participação de cerca de 800 climatologistas importantes, registrou um ciclo consistente de períodos de aquecimento e resfriamento, cada um em um ciclo de 27 anos. O período de aquecimento entre 1976 e 1998 se encaixa perfeitamente no padrão de mudanças climáticas dos últimos séculos, muito antes das emissões de CO2. Medidas feitas analisando-se camadas de gelo na Groenlândia para os últimos 500 anos mostram o ciclo de 27 anos em que períodos de resfriamento e aquecimento se intercalam. Recentemente, a temperatura global aumentou de 1918 a 1940, diminuiu entre 1940 e 1976, aumentou novamente de 1976 a 1998 e vem diminuindo desde então.
O artigo segue com informações interessantes como o aumento da espessura do gelo no Ártico e a grande atividade solar nos últimos 50 anos (que contribuiria para o recente período de aquecimento).
Uma pena que, ao fim do artigo, Terri Jackson mostra como a paixão por uma causa pode levar a falta de bom senso. Diz ela que
Foi constado que pelo menos um dos arquitetos do Protocolo de Koyoto tem fortes ligações com o movimento Nova Era, que não é um movimento que promova crescimento econômico.
Temos recentemente percebido o aumento nos preços dos alimentos. O motivo deve-se ao fato de que os cereais americanos, que são o celeiro do mundo, tem sido cada vez mais usados na produção de etanol, o que levou a aumentos globais no preço do milho. Essa situação tem o potencial de provocar a fome no mundo!
Além do preconceito disfarçado em relação à crença de um pesquisador, a climatologista apela para o sensacionalismo e o alarmismo, exatamente as armas que os céticos acreditam serem usadas pelos que acreditam no aquecimento global. Definitivamente, uma péssima estratégia pra quem pretende convencer o mundo de que está sendo enganado na questão climática.
Leia o artigo completo clicando aqui.
