30 mai, 2009
Mudanças climáticas – o debate (5)
Posted by: Darwinista In: Debate| Mudanças climáticas
A partir de hoje os posts desse debate passam a ter regularidade: todas as quartas e sábados. Além disso, eles serão intercalados em relação ao posicionamento quanto às mudanças climáticas – aquecimento global. Às quartas, a palavra é de quem acredita que as temperaturas do planeta vem aumentando, e que o homem é um dos maiores responsáveis pelo fenômeno. Aos sábados, fala quem não acredita na ação antrópica, ou nem mesmo acredita que o planeta vem ficando mais quente.
E porque hoje é sábado, o post de hoje é resultado da contribuição do leitor Fosso Cético (esse nick é ótimo). Ele indicou um artigo de Henrik Svensmark, diretor do Center for Sun-Climate
Research do Danish National Space Center na Dinamarca.
O título do artigo é Cosmoclimatology: a new theory emerges (Cosmoclimatologia: surge uma nova teoria). Ele foi publicado na Astronomy & Geophysics em fevereiro de 2007 (volume 48). Diz o resumo (tradução minha):
Mudanças na intensidade dos raios cósmicos interferem na formação de nuvens na Terra. Um experimento recente mostrou como elétrons liberados por raios cósmicos auxiliam na formação de aerossóis, os blocos de construção dos núcleos de condensação das nuvens, enquanto padrões climáticos anômalos na Antártica confirmam o
papel das nuvens nas mudanças climáticas. Variações na chegada de raios cósmicos no planeta graças à atividade magnética solar tem grande participação nas flutuações climáticas em períodos de décadas, séculos e milênios. Em grandes intervalos, mudanças no ambiente do sistema solar tiveram consequências dramáticas, incluindo episódios de Snowball Earth*. Uma nova contribuição para o paradoxo do jovem Sol também é oferecida.
A proposta de Svensmark é que as temperaturas mais elevadas que obervamos no século XX foram decorrentes da menor incidência de raios cósmicos, o que ocasionou uma menor formação de nuvens, que seriam responsáveis pelo resfriamento do planeta.
Uma evidência para o fenômeno seria encontrada na Antártica, que tende a esfriar enquanto o resto do planeta esquenta, ocorrendo também o inverso. Isso acontece porque as nuvens promovem o aquecimento do continente gelado, oposto do que fazem em outras partes. No gráfico abaixo, a curva azul corresponde a temperaturas no hemisfério norte, enquanto a curva vermelha indica variações de temperatura na Antártica.
O artigo completo pode ser lido aqui. E aqui, um apanhado das principais ideias.
*Evento em que o planeta estaria completamente coberto de gelo. Clique aqui para mais informações.
