Darwiniano

10 nov, 2009

Do gelo à alga

Posted by: Darwinista In: Mudanças climáticas

Uma das consequências mais bombásticas geradas pelas mudanças climáticas é o derretimento do gelo presente em certas localidades como o Ártico, a Antártica e picos de montes como o Kilimanjaro.

Especialmente em relação às geleiras, a perda dessas camadas de gelo fez surgir vários tipos de medos, como o da elevação do nível dos mares que poderia levar ao desaparecimento de cidades e até países inteiros.

Mas uma equipe de pesquisadores do British Antarctic Survey, entidade que desenvolve pesquisas nas regiões polares, demonstrou que o derretimento de camadas de gelo na península antártica provoca um fenômeno que, curiosamente, combate um dos maiores vilões das mudanças climáticas: a alta concentração de CO2 na atmosfera.

O processo é simples: o aumento da temperatura global provoca o derretimento das geleiras. Onde antes havia gelo, agora existe água. E essa porção de água logo é colonizada pelo fitoplâncton.

O fitoplâncton é uma comunidade aquática formada por organismos fotossintetizadores, especialmente algas microscópicas. A fotossíntese é o processo que esses organismos realizam para produzir seu alimento. E uma das matérias-primas da fotossíntese é justamente o CO2.

Assim, a proliferação desses organismos aumenta a retirada desse gás de efeito estufa da atmosfera. Segundo os pesquisadores, esse seria o segundo processo natural mais importante na captura de carbono atmosférico, só perdendo para a captura realizada pelas florestas que estão crescendo nos locais onde o gelo do Ártico derreteu.

17 Comentários to "Do gelo à alga"

1 | Luiz

novembro 11th, 2009 at 13:20

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Deixa eu ver se entendi: por acaso tem alguém sugerindo que acabaríamos chegando a um novo ponto de equilíbrio? Diferente do anterior, mas ainda assim de equilíbrio?

Ou será que estou viajando demais?

2 | Darwinista

novembro 11th, 2009 at 13:56

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Luiz #1
Não está viajando não. Os autores indicam que o fenômeno é uma forma de adaptação às mudanças ambientais causadas pela variação climática. É por isso que dá pra afirmar que a vida não vai desaparecer, mesmo que as mais sinistras previsões dos mais catastrofistas se confirmarem.

3 | Nhé!

novembro 11th, 2009 at 14:30

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Ou seja, tá ruim, mas tá bom.

Ruim para quem vai desaparecer, bom para quem sobreviver.

4 | Edmundo

novembro 11th, 2009 at 16:20

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Tudo bem, tudo legal com o Britsh Antarctic Survey, mas é preciso explicar essa pesquisa para os cientistas holandeses que estão a cada dia mais assustados com a elevação do nível do mar.

Como se sabe, a Holanda mantém um rigor extraordinário no controle de seus diques. E ultimamente os níveis têm se elevado como nunca.
Bem, li isso outro dia na internet. Se for mentira é problema da mídia.

5 | nada será como antes

novembro 11th, 2009 at 16:28

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Darwinista,

Desde ontem penso neste seu texto e, pelo que entendo, eis mais uma constatação de que as mudanças climáticas são devidas às condições naturais e não antropogênicas.

Sua resposta ao Luiz, que fala de adaptação da natureza, parece que caminha no sentido de uma rápida (em termos planetários) resposta da natureza.

Imagino que se a origem das mudanças fosse antropogênica, a adaptação natural seria mais lenta e de menor intensidade.

A ampliação do fitoplâncton, referida no texto, parece indicar a existência de “mecanismos de compensação”, variáveis de acordo com as condições climáticas e/ou outras que, aliás, ainda devem ser claramente mensuradas e esclarecidas.

6 | Darwinista

novembro 11th, 2009 at 18:23

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Nhé! #3
Bom, é um modo de ver as coisas… :-)

7 | Darwinista

novembro 11th, 2009 at 18:29

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Edmundo #4
Mas a pesquisa não contesta a elevação dos níveis marinhos. Ele só descreveu um fenômeno que vem ocorrendo por consequência do derretimento.

8 | Darwinista

novembro 11th, 2009 at 18:35

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nada #5
As respostas aos desafios ambientais estão relacionadas de maneira muito próxima ao tipo de organismo envolvido no processo. Seres mais simples, como os que compõem o fitoplâncton, se reproduzem muito rapidamente. Isso gera maiores chances de mutação e, consequentemente, de adaptação.
Então, nada indica que a resposta por partes de vegetais e animais complexos seria rápida assim, mesmo se a origem das mudanças for ambiental.

9 | Anrafel

novembro 12th, 2009 at 3:09

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Informação, informação científica à mancheia é o verdadeiro remédio para a enviesada politização (a esquerda defende isso, a direita, aquilo) desse debate. E espírito aberto, pluralista.

10 | Darwinista

novembro 12th, 2009 at 12:59

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Anrafel #9
Assino embaixo.

11 | Pablo Vilarnovo

novembro 12th, 2009 at 18:10

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Toda a minha crítica quanto a falássia do Aquecimento Global resume-se a isso:

“A fixação pública na ideia de que as alterações climáticas são fundamentalmente devidas às emissões CO2 e GEE [Gases com Efeito de Estufa], leva à convicção de que sem tais emissões não haverá desastres climáticos tais como cheias, secas, ondas de calor, furacões, subida das águas do mar etc, quando a evidência científica é a de que tais variações naturais do clima sempre existiram e continuarão a existir, e que as suas consequências serão tanto mais graves quanto mais urbanizarmos em leitos de cheia, mais impedirmos a infiltração da água no solo, mais construirmos sobre dunas e arribas, etc.”

O Aquecimento Global é uma invenção política, sem o menor fundamento científico.
Os dados comprovam que no ano passado o Ártico bateu recorde de quantidade de gelo. A Antártica também vai muito bem obrigado.

A tv francesa acabou de mostrar um documentário onde se fala abertamente que as temperaturas estão estáveis na última década. Na verdade estão caindo…

http://www.dailymotion.com/swf/xb48dw

12 | Darwinista

novembro 12th, 2009 at 21:21

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Pablo #11
Tudo bem Pablo, mas como você explica então o mapa que acompanha o texto?

13 | Pablo Vilarnovo

novembro 16th, 2009 at 11:35

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Mudanças Climáticas sempre ocorreram no planeta Darw. Greenland se chama assim por um simples motivo.
O problema todo é afirmar que as Mudanças Climáticas são causadas por interferência do ser humano.

Qualquer um que já leu um livro de história é capaz de associar diversas épocas do ser humano ao clima que o cerca. Da prosperidade dos vikens ao colonizar a Terra Verde (Groelândia) à sua queda quando essa Terra Verde ficou branca novamente.

Das epidemias e fomes da Europa quando a temperatura caia, a prosperidade Inglesa que produzia até vinhos ótimos quando o tempo esquentava.

Diferente do que falam, uma temperatura maior sempre trouxe mais prosperidade ao planeta que uma temperatura menor.

Mudanças no clima sempre existiram. Independente do ser humano.

14 | Pablo Vilarnovo

novembro 16th, 2009 at 11:37

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Outra Darw é analizar um momento específico, um local específico e transbordar isso para um movimento global. A península pode ter se aquecido por um fenômeno local. Mas e o resto? Se aqueceu também? Esfriou? Mais gelo ou menos gelo?

15 | Darwinista

novembro 16th, 2009 at 11:53

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Pablo #14
O problema é que você mesmo faz extrapolações e generalizações. Veja o que você escreveu no comentário anterior:
“Os dados comprovam que no ano passado o Ártico bateu recorde de quantidade de gelo.”
Ora, então como explicar o derretimento na península? Ok, digamos que seja um fenômeno localizado. Porque então você não considera a possibilidade de o ser humano ter pelo menos uma pequena parcela de participação nas alterações do clima?
Acho, Pablo, e já te disse isso, que você é o oposto exato dos que defendem que o planeta está aquecendo por culpa dos gases eliminados pela atividade humana. E todo extremismo, como você mesmo sabe, é ruim.

16 | Pablo Vilarnovo

novembro 18th, 2009 at 17:22

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Darw 15 – “Ora, então como explicar o derretimento na península? Porque então você não considera a possibilidade de o ser humano ter pelo menos uma pequena parcela de participação nas alterações do clima?”

Logicamente que há. Por exemplo, seres humanos são capazes de alterar o micro clima de várias localidades. Cidades, por exemplo alteram o micro clima. Isso é uma coisa. Existem várias formas de seres humanos alterarem micro climas. Não discordo disso.

O que eu discordo é da capacidade humana de alterar o clima em todo o planeta.

Agora como dizer que seres humanos alteram clima de uma localidade quase deserta?

17 | Edmundo

novembro 18th, 2009 at 22:48

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Darwinista #7

“Mas a pesquisa não contesta a elevação dos níveis marinhos. Ele só descreveu um fenômeno que vem ocorrendo por consequência do derretimento”.

Ainda não entendi bem o espírito da coisa.

“Mas uma equipe de pesquisadores do British Antarctic Survey, entidade que desenvolve pesquisas nas regiões polares, demonstrou que o derretimento de camadas de gelo na península antártica provoca um fenômeno que, curiosamente, combate um dos maiores vilões das mudanças climáticas: a alta concentração de CO2 na atmosfera”.

Se os pesquisadores encontram grandes concentrações de fitoplâncton e essa pesquisa na sua totalidade não demonstra que pelo fato o derretimento das geleiras está sendo freado, mas ao contrário, o aumento dos níveis dos mares tem continuado, de que serve a conclusão para o problema enfocado?

Ademais, recentemente se descobriu que a Terra absorve muito mais Co2 do que se supunha de início. Por essa e por outras, acho mesmo que o aquecimento global está mal parado nas massas cinzentas dos cientístas.

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