Estava fazendo minha ronda diária pela internet atrás de notícias científicas, quando encontrei uma manchete interessante no UOL:
Cientistas estudam anfíbio ‘monstro’ para tratar regeneração de membros
Resolvi ler o texto, que começava com o seguinte parágrafo:
Cientistas da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) estão estudando a capacidade regenerativa do axolotle – anfíbio com três pares de brânquias externas – para tentar aplicá-la à medicina.
Terminei de ler essa e outras notícias no portal, e passei para o G1, do Globo.com. Curiosamente, encontrei a mesma manchete do UOL. Resolvi ler, e o primeiro parágrafo era assim:
Cientistas da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) estão estudando a capacidade regenerativa do axolotle – anfíbio com três pares de brânquias externas – para tentar aplicá-la à medicina.
Esquisito, mas como a Folha e o Globo fizeram uma parceria pra montar o Valor Econômico, pensei que talvez houvesse uma parceria para troca de material entre os dois portais.
Hora de ir pro Terra. Entre as manchetes: “Cientistas estudam anfíbio para tratar regeneração de membros”. Ligeiramente diferente das outras duas. Já o primeiro parágrafo…
Cientistas da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) estão estudando a capacidade regenerativa do axolotle – anfíbio com três pares de brânquias externas – para tentar aplicá-la à medicina.
Só então fui perceber que, nos três portais, a fonte da notícia é creditada à BBC. Entrei no site brasileiro da empresa britânica, e o texto estava lá. Idêntico ao publicado no UOL, no G1 e no Terra.
Será que esses portais têm profissionais exclusivos para trabalhar na editoria de Ciência? Caso tenham, será que eles não tem tempo de produzir um texto exclusivo? Será que são especializados na área? Será que compensa mais dar notícias em profusão de terceiros do que produzir menos material, mas de autoria própria?
Às vezes eu tenho a impressão que a cobertura científica na internet é fraquinha, fraquinha…
