Cada vez mais fico com a impressão de que a COP-15, a reunião das partes que vai acontecer em Copenhagen em dezembro, vai fazer água.
São freqüentes os alertas de figurões da área ambiental, dizendo que se tal meta não for cumprida, ou se tal país não assumir tal compromisso, a reunião não vai adiantar de nada.
O Brasil já começa a dar sua colaboração pra que Copenhagen não produza nada de muito importante. Enquanto Carlos Minc trabalha com uma meta de redução na emissão de CO2 na casa dos 40%, a candidata-ministra Dilma já avisou que tem que ver direito isso, veja bem, porque não podemos prejudicar o crescimento do país…
Nas palavras dela: “O número tem de ser credível. Nós não estamos aqui para fazer uma proposta que não tenha credibilidade”. Tradução: “Agora que a gente tem a chance de crescer, vocês querem que a gente desacelere? Nem a pau!”
Ora, se o Brasil, que supostamente é um dos líderes na questão ambiental, já começa a relativizar seu papel na redução de emissões de gases estufa, o que esperar dos EUA e da China, por exemplo?
