<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Darwiniano &#187; Zoologia</title>
	<atom:link href="http://darwiniano.com.br/category/zoologia/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://darwiniano.com.br</link>
	<description>Um blog de ciência, com uma pitada de música e um toque de futebol</description>
	<lastBuildDate>Tue, 13 Jul 2010 11:44:12 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Machos, todos iguais&#8230;</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/machos-todos-iguais.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/machos-todos-iguais.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 May 2010 17:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Topi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=565</guid>
		<description><![CDATA[O cara é apaixonado por uma garota. Pra conquistá-la, arma uma situação em que ela fica aparentemente em perigo. Então, num “golpe de sorte”, aparece o herói pra salvar a mocinha. Ela se encanta pelo salvador e se rende a seus braços. No cinema, costuma funcionar. Na vida real? Não sei se as mulheres de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O cara é apaixonado por uma garota. Pra conquistá-la, arma uma situação em que ela fica aparentemente em perigo. Então, num “golpe de sorte”, aparece o herói pra salvar a mocinha. Ela se encanta pelo salvador e se rende a seus braços. No cinema, costuma funcionar. Na vida real? Não sei se as mulheres de hoje costumam cair nessa, mas com fêmeas de antílopes topi as chances são boas.</p>
<p>Os <strong>topi</strong> (<em>Damaliscus lunatus</em> ) são mamíferos africanos que, como várias outras espécies, possuem códigos vocais para sinalizar aos membros do bando diversas situações, como a presença de predadores.  Os cientistas <a id="aptureLink_9JRIZUCFFx" href="https://www.msu.edu/~trouillo/Wiline_birdwatching.JPG">Wiline Pangle</a>, da <strong><a id="aptureLink_ftxdh4HVjF" href="http://www.osu.edu/">Ohio State University</a></strong> , e <a id="aptureLink_JbGLhbA62Y" href="http://static.zsl.org/images/width150/jbj-ioz-website-5835.JPG">Jakob Bro-Jørgensen</a>, da <strong><a id="aptureLink_P4Bn1117JR" href="http://www.liv.ac.uk/">University of Liverpool</a></strong> , descobriram que machos topi podem emitir alertas falsos para aumentar as chances de cruzar.</p>
<p><a id="aptureLink_X9Rx9KyNvX" href="http://www.flickr.com/photos/paulmannix/398884446/"><img class="  " title="Topi, Masai Mara, Kenya" src="http://static.flickr.com/171/398884446_e0d5bf3a79.jpg" alt="Topi" width="NaN" height="NaN" /></a>O embuste não é uma mera sacanagem. As fêmeas topi ficam no cio apenas um dia por ano. Nesse dia, elas vagam por diversos territórios e cruzam diversas vezes com diferentes machos.</p>
<p>Ora, qual é a maior evidência de que um indivíduo é bem sucedido de acordo com as “leis” da seleção natural? Ele deve sobreviver pelo maior tempo possível e gerar o maior número de descendentes que puder (nisso se resume a vida: procriar. Esse assunto ainda vai gerar um post). Quanto mais bem adaptado é o indivíduo, mais ele se reproduz.</p>
<p>O que faz o macho topi? Quando percebe que a fêmea no cio está deixando seu território (para procurar outros machos), ele emite o alerta que indica a presença de um predador. A fêmea recua com medo, e o macho aproveita a situação pra fazer mais uma investida. Em outras palavras, ele aumenta a chance de passar seus genes para uma nova geração.  Esperto, não?</p>
<p>O estudo que demonstrou esse comportamento foi realizado entre 2005 e 2009, e contou com a observação de 73 fêmeas. Ele pode ser lido na íntegra <a href="http://www.journals.uchicago.edu/doi/full/10.1086/653078?prevSearch=%2528damaliscus%2529%2BAND%2B%255Bjournal%253A%2Ban%255D&amp;searchHistoryKey="><strong>aqui</strong></a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/machos-todos-iguais.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>24</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A &#8220;peste&#8221;, versão para anfíbios</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/a-peste-versao-para-anfibios-2.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/a-peste-versao-para-anfibios-2.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 May 2010 19:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=543</guid>
		<description><![CDATA[Uma das grandes catástrofes ambientais do nosso tempo é o ritmo acelerado com que populações de anfíbios têm desaparecido. Cerca de 40% das mais de 6000 espécies de anfíbios encontram-se, nesse momento, ameaçadas de extinção.
Em geral, atribiui-se essa calamidade a ações humanas como a eliminação de habitats e a introdução de espécies exóticas. Mas um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das grandes catástrofes ambientais do nosso tempo é o ritmo acelerado com que populações de anfíbios têm desaparecido. Cerca de 40% das mais de 6000 espécies de anfíbios encontram-se, nesse momento, ameaçadas de extinção.</p>
<p>Em geral, atribiui-se essa calamidade a ações humanas como a eliminação de habitats e a introdução de espécies exóticas. Mas um estudo publicado na versão online da <a href="http://www.pnas.org/"><strong>PNAS</strong></a> mostra que um parasita pode ser a maior causa do problema.</p>
<p>Já se sabe há algum tempo que o fungo <em>Batrachochytrium dendrobatidis</em> é um dos responsáveis pelo declínio das populações de anfíbios. Ele é o causador da <strong>quitridiomicose</strong>, doença que afeta a pele desses animais.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img title="Batrachochytrium dendrobatidis" src="http://www.newislander.com/ports/2009/11/say_goodbye_to_kermit/chytrid.jpg" alt="" width="300" height="300" /><p class="wp-caption-text">Batrachochytrium dendrobatidis</p></div>
<p>Vance T. Vredenburg, da <a href="http://www.sfsu.edu/"><strong>San Francisco State University</strong></a>, e seus colegas analisaram o alastramento desse fungo em populações de rãs conhecidas, em inglês, como <strong><em>mountain yellow-legged frog</em></strong> (algo como rãs de pernas amarelas das montanhas), que podem ser de duas espécies: <em>Rana muscosa</em> e <em>Rana sierrae</em>.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><img class="  " title="Rana muscosa" src="http://www.usgs.gov/newsroom/images/2007-12-17/frog.jpg" alt="" width="432" height="300" /><p class="wp-caption-text">Rana muscosa</p></div>
<p>As populações estudadas habitavam lagos de Sierra Nevada, California (EUA). Os testes indicavam que não havia a presença do <em>Batrachochytrium </em>nos anfíbios antes da epidemia. Porém, uma vez estabelecido, o fungo se alastrava rapidamente, eliminando a população de rãs ou diminuindo drasticamente o número de indivíduos.</p>
<p>O estudo traz duas conclusões importantes:</p>
<p>1. Não existe consenso sobre qual é a causa do alastramento global do <em>Batrachochytrium</em>. Uma das hipóteses é a de que o fungo já estaria presente nos anfíbios, e as alterações climáticas estariam favorecendo sua reprodução. Porém, o estudo de Vredenburg mostra que as populações estudadas não estavam contaminadas antes da epidemia. Assim, o mais provável é que essa seja uma doença emergente.</p>
<p>2. Além da impressionante e assustadora ação do fungo, o estudo mostra que a praga se alastrava apenas após atingido uma determinada intensidade de infecção nos animais. Assim, os pesquisadores propõem que métodos de controle da infecção podem diminuir as chances de extinção. Entre esses métodos estariam o tratamento de animais doentes, que seriam devolvidos ao ambiente após curados, e a captura de rãs assim que os primeiros sinais da doença fossem detectados. Elas então seriam liberadas apenas quando a epidemia arrefecesse.</p>
<p>O artigo completo, onde pode-se ver o mapa da impressionante ação do <em>Batrachochytrium, </em>está <a href="http://www.pnas.org/content/early/2010/04/28/0914111107.full.pdf+html"><strong>aqui</strong></a>. (O link anterior  direcionava para um artigo incorreto. O problema já foi corrigido.)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/a-peste-versao-para-anfibios-2.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Atestado de inteligência canina</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/atestado-de-inteligencia-canina.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/atestado-de-inteligencia-canina.html#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 22:07:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cães]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=359</guid>
		<description><![CDATA[
As aranhas e os cachorros são os bichos mais legais do planeta, cada um a seu modo (entre os vivos, claro; o velociraptor também devia ser bacana).
 Uma das características que fazem nossos amigos caninos tão caros a nós humanos é a inteligência, que pode ser atestada por qualquer um que tem ou teve um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"><span style="color: #000000;">As aranhas e os cachorros são os bichos mais legais do planeta, cada um a seu modo (entre os vivos, claro; o velociraptor também devia ser bacana).</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;">Uma das características que fazem nossos amigos caninos tão caros a nós humanos é a inteligência, que pode ser atestada por qualquer um que tem ou teve um bicho desses em casa. Truques como rolar e fingir de morto são bobagens, perto de coisas mais surpreendentes que eles são capazes de fazer. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;">Não é de hoje que cientistas comportamentais estudam as capacidades cerebrais dos cachorros. Stanley Coren, por exemplo, apresentou dados interessantes na 117ª Convenção Anual da American Psychological Association.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;">Cães, entre outras habilidades, sabem contar, entendem mais de 150 palavras e sabem como tapear seus donos. As análises mostram que sua capacidade mental equivale à de uma criança de dois anos e meio de idade. Menos que golfinhos, mais que gatos (natural&#8230;). </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;">Coren, segundo o blog da Convenção, acredita inclusive que os cachorros tem consciência. A evidência seria a observação de que, quando estão dormindo, os cães apresentam o MRO (movimento rápido dos olhos), uma indicação de que estão sonhando. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;">O campeão no ranking de inteligência canina é o border collie, mais conhecido como a mãe adotiva de Babe, o porquinho atrapalhado. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;">
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img title="raI" src="http://farm3.static.flickr.com/2557/3818232427_59852e52de.jpg" alt="Poodles são os vice-campeões de inteligência (crédito: Ana Paula Neves)" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Poodles são os vice-campeões de inteligência (crédito: Ana Paula Neves)</p></div>
<p><img src="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Marcelo%20Viktor/Meus%20documentos/Minhas%20imagens/Amy%20e%20Ra%C3%AD/Aninha%20071.jpg" alt="" /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"><img src="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Marcelo%20Viktor/Meus%20documentos/Minhas%20imagens/Amy%20e%20Ra%C3%AD/Aninha%20071.jpg" alt="" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/atestado-de-inteligencia-canina.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>34</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Evolução a olhos vistos</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/evolucao-a-olhos-vistos.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/evolucao-a-olhos-vistos.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 00:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[Peixes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=218</guid>
		<description><![CDATA[Uma das críticas mais recorrentes à ideia da evolução biológica é a de que o fênomeno não pode ser visualizado ou testado. Como o processo evolutivo demoraria milhares de anos e não poderia ser replicado em laboratório, &#8220;essa coisa toda não passa de uma teoria&#8221;.
Os adeptos dessa tese, que ainda podem ser encontrados por aí, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das críticas mais recorrentes à ideia da evolução biológica é a de que o fênomeno não pode ser visualizado ou testado. Como o processo evolutivo demoraria milhares de anos e não poderia ser replicado em laboratório, &#8220;essa coisa toda não passa de uma teoria&#8221;.</p>
<p>Os adeptos dessa tese, que ainda podem ser encontrados por aí, normalmente são pessoas desinformadas e com uma certa má vontade. Mas ora, a divulgação científica serve, entre outras coisas, pra ajudar a informar e esclarecer. Vamos lá então.</p>
<p>Antes de tudo, é sempre bom lembrar que a noção de evolução biológica relaciona-se a duas outras, basicamente: <strong>mudança</strong> e <strong>adaptação</strong>. Evoluir, biologicamente falando, não é sinômino de melhorar, como ainda se propaga erroneamente por aí. Evoluir é ficar diferente e se adaptar ao ambiente.</p>
<p>Os que ainda acreditam que a evolução de um organismo demora milênios e não pode ser observada no período de uma vida humana certamente desconhecem as causas do surgimento de bactérias e vírus resistentes a drogas diversas.</p>
<p>&#8220;Ah, mas bactérias e vírus não contam! Quero ver isso acontecer com um ser vivo mais complexo!&#8221;, alguém poderia argumentar. Não por isso: que tal um <strong><a href="http://newsroom.ucr.edu/images/releases/2119_0.jpg">lebiste</a></strong>?</p>
<p>Esse pequenino peixe ósseo da família <strong>Poeciliidae </strong>foi o personagem de um experimento conduzido por <strong>Swanne Gordon</strong>, pesquisadora da <strong><a href="http://www.ucr.edu/">University of California, Riverside</a></strong>.</p>
<p>Os espécimes participantes, originários do <a href="http://www.trinoutdoors.com/images/yarra_river_1_condensed.jpg"><strong>rio Yarra</strong></a>, em Trinidad, foram introduzidos em uma região do rio <strong>Damier</strong> (também em Trinidad) onde não são encontrados peixes predadores dos lebistes. Outros exemplares da mesma espécie foram introduzidos, para comparação, em uma seção do mesmo rio onde os predadores estão presentes.</p>
<p>Os lebistes são vivíparos. Seus filhotes são lançados à própria sorte pelas fêmeas nas águas dos rios. É evidente que uma série de fatores ambientais, como predadores e intempéries, eliminam muitos desses filhotes. Além disso, as próprias fêmeas são alvos em potencial de predadores. Para aumentar a chance de sobrevivência da prole e, consequentemente, da espécie, as fêmeas liberam uma grande quantidade de novos lebistes.</p>
<p>Pois meros oito anos após o início do experimento, Swanne Gordon e sua equipe perceberam uma alteração na reprodução dos lebistes introduzidos na seção do rio livre de predadores: a prole passou a ser menor, e os embriões gerados, maiores. Essa mesma alteração não foi observada entre os lebistes introduzidos no ambiente com predadores.</p>
<p>A explicação é razoavelmente simples. Sem os predadores, houve um relaxamento da seleção natural, e os lebistes se adaptaram à nova condição ambiental. Para que gastar energia produzindo um número enorme de embriões, se a chance de sobrevivência deles é grande? Que se use essa energia em algo mais útil. Embriões maiores e melhor formados, por exemplo, que certamente são mais competitivos na luta por recursos naturais como alimento.</p>
<p>Para reforçar a tese de que houve adaptação, um novo experimento detectou que os descendentes dos peixes introduzidos no ambiente livre de predadores apresentavam maior taxa de sobrevivência, em um período de quatro semanas, em relação a lebistes provenientes de outros rios.</p>
<p>Oito anos apenas, e a adaptação por meio de uma mudança foi observada. Modificação + adaptação = evolução. Claro como as águas de um rio de Trinidad.</p>
<p>(Os resultados desse estudo serão publicados na edição de julho da <a href="http://www.journals.uchicago.edu/toc/an/current"><strong>The American Naturalist</strong></a>.)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/evolucao-a-olhos-vistos.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O sexo do lagarto e a Ciência como ela é</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/o-sexo-do-lagarto-e-a-ciencia-como-ela-e.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/o-sexo-do-lagarto-e-a-ciencia-como-ela-e.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 02:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[Descobertas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=185</guid>
		<description><![CDATA[Uma das coisas mais bacanas da Ciência é que ela está constantemente se reinventando. Novas descobertas, novas explicações, a todo momento um grupo de cientistas aparece com informações que podem reforçar ideias ou virar tudo de pernas pro ar. Um exemplo interessante pode ser encontrado na edição de hoje da Current Biology.
Mesmo quem não lembra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais bacanas da Ciência é que ela está constantemente se reinventando. Novas descobertas, novas explicações, a todo momento um grupo de cientistas aparece com informações que podem reforçar ideias ou virar tudo de pernas pro ar. Um exemplo interessante pode ser encontrado na edição de hoje da <a href="http://www.cell.com/current-biology/home"><strong>Current Biology</strong></a>.</p>
<p>Mesmo quem não lembra muito bem das aulas de biologia na escola sabe que o sexo é determinado fundamentalmente pelo material genético presente nos cromossomos sexuais. Em várias espécies, incluida aí a nossa, os cromossomos sexuais são de dois tipos, <strong>X</strong> e <strong>Y</strong>. Machos são <strong>XY</strong>, fêmeas são <strong>XX</strong>.</p>
<p>Porém, já se sabia há algum tempo que em algumas espécies de répteis a temperatura ambiente também pode influenciar o sexo dos filhotes. Se em uma determinada etapa do desenvolvimento a temperatura estiver abaixo de um certo ponto crítico, o sexo do filhote é, por exemplo, masculino. Se, ao contrário, a temperatura for mais alta que a do ponto crítico, o filhote será fêmea.</p>
<p>Mas uma equipe de pesquisadores das <a href="http://www.usyd.edu.au/"><strong>Universidades de Sidney</strong></a> e de <a href="http://www.canberra.edu.au/home/"><strong>Canberra</strong> </a>(Australia) descobriu um terceiro fator que pode determinar o sexo dos pequenos répteis: o tamanho do ovo! Pra ser mais exato, a quantidade de gema acumulada no ovo, o que acaba interferindo no tamanho.</p>
<p>A descoberta, por enquanto, se relaciona apenas ao lagarto da espécie <em>Bassiana duperreyi</em>, encontrado no sudeste da Austrália (clique <strong><a href="http://museumvictoria.com.au/pages/1652/image001.jpg">aqui</a></strong> pra ver o bicho). Ovos com mais vitelo (a substância nutritiva que alimenta o embrião dentro do ovo, a popular gema) e, consequentemente, maiores, tendem a gerar lagartos fêmeas, enquanto os ovos menores geram machos.</p>
<p>(Clique <a href="http://www.cell.com/current-biology/abstract/S0960-9822(09)01128-2"><strong>aqui </strong></a>para ler o resumo do artigo)</p>
<p>A suspeita é que alguma substância presente no vitelo, provavelmente um hormônio sexual, influencia a determinação sexual. Ao produzir os ovos, a fêmea controlaria a quantidade de vitelo em cada ovo, regulando assim a taxa de machos e fêmeas em cada ninhada.</p>
<p>A chance de se encontrar esse mecanismo em outros répteis é grande. Assim como é sempre grande a chance de termos que reconsiderar tudo que sabíamos até então sobre a natureza. É aí que reside a beleza da Ciência: isso não é motivo de frustração. É motivo pra se renovar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/o-sexo-do-lagarto-e-a-ciencia-como-ela-e.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O veneno do dragão</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/o-veneno-do-dragao.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/o-veneno-do-dragao.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 May 2009 19:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[Descobertas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=91</guid>
		<description><![CDATA[Quando se fala no dragão-de-komodo (Varanus komodoensis), a primeira informação que a memória puxa é a forma como esses grandes lagartos indonésios abatem suas presas: mordidas poderosas com uma boca contaminada por bactérias que levam a futura refeição a um estado de choque. Mas essa história fascinante está sendo desmentida por uma pesquisa publicada na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 382px"><img title="Komodo" src="http://www.morguefile.com/data/imageData/public/files/m/mike/preview/fldr_2003_09_28/file000547333771.jpg" alt="Dragão-de-komodo" width="372" height="279" /><p class="wp-caption-text">Dragão-de-komodo, o maior de todos os lagartos </p></div>
<p>Quando se fala no <strong>dragão-de-komodo </strong>(<em>Varanus komodoensis)</em>, a primeira informação que a memória puxa é a forma como esses grandes lagartos indonésios abatem suas presas: mordidas poderosas com uma boca contaminada por bactérias que levam a futura refeição a um estado de choque. Mas essa história fascinante está sendo desmentida por uma pesquisa publicada na <a href="http://www.pnas.org/">Proceedings of the National Academy of Science </a>desse mês.</p>
<p>Os autores do artigo descobriram que os dragões-de-komodo possuem glândulas de veneno na boca, e acreditam que essa seja a verdadeira causa da morte das presas. O veneno, após analisado, demonstrou ter efeito anticoagulante e hipertensivo, provocando grande perda de sangue.</p>
<p>O dragão-de-komodo é agora o terceiro lagarto venenoso conhecido, juntando-se ao restrito grupo formado pelo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gila_monster">monstro-de-gila </a>(<em>Heloderma suspectum</em>) e o <a href="http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/accounts/information/Heloderma_horridum.html">lagarto-escorpião </a>(<em>Heloderma horridum</em>), ambos encontrados na América do Norte.</p>
<p><strong>Clique <a href="http://www.pnas.org/content/early/2009/05/15/0810883106.full.pdf+html?sid=3edeaf86-b9c3-476c-923f-f0c4d8f9e373">aqui </a>para ler o artigo completo.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/o-veneno-do-dragao.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>20</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
