<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Darwiniano &#187; Paleontologia</title>
	<atom:link href="http://darwiniano.com.br/category/paleontologia/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://darwiniano.com.br</link>
	<description>Um blog de ciência, com uma pitada de música e um toque de futebol</description>
	<lastBuildDate>Tue, 13 Jul 2010 11:44:12 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Mais do que ossos</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/mais-do-que-ossos.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/mais-do-que-ossos.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 May 2010 14:36:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Paleontologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=528</guid>
		<description><![CDATA[Sabe aquela sensação que você tem quando conhece um ídolo? Um jogador do time pra quem você torce, o baterista da sua banda preferida? Quando visitei o American Museum of Natural History, em NY, senti coisa parecida. De repente, diante dos meus olhos, estavam todos aqueles fósseis fantásticos e fundamentais que recheavam meus livros da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquela sensação que você tem quando conhece um ídolo? Um jogador do time pra quem você torce, o baterista da sua banda preferida? Quando visitei o <a id="aptureLink_Bbmr5dx0mv" href="http://saminnyc.files.wordpress.com/2009/03/800px-american_museum_of_natural_history_new_york_city1.jpg">American Museum of Natural History</a>, em NY, senti coisa parecida. De repente, diante dos meus olhos, estavam todos aqueles fósseis fantásticos e fundamentais que recheavam meus livros da época da graduação. Meus “heróis”, a meio metro de distância.</p>
<p>Um dos meus fósseis favoritos sempre foi o <a id="aptureLink_jTZoRaAZLJ" href="http://www.flickr.com/photos/14646075@N03/3935233154/"><em>Archaeopteryx</em></a> , uma ave com traços reptilianos que ajuda a comprovar a origem evolutiva das aves a partir dos répteis. Dez  desses fósseis foram encontrados até hoje, o primeiro em 1860. Porém, pensava-se que, além de impressões das penas nas rochas, apenas a estrutura óssea desses animais havia sido preservada pelo processo de fossilização. Até hoje.</p>
<p>O chamado “espécime de Thermopolis”, com idade estimada em 150 milhões de anos,  foi encontrado na Alemanha, mas atualmente se encontra no <a id="aptureLink_iaNshiuE16" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wyoming%20Dinosaur%20Center"><strong>Wyoming Dinosaur Center</strong></a> <strong> </strong> em Thermopolis, EUA. Ele foi submetido a uma análise com uma técnica especial de raios-X pelo <strong><a href="http://www.slac.stanford.edu/">SLAC National Accelerator Laboratory</a></strong>, vinculado à <strong><a id="aptureLink_6pdyMgDHrw" href="http://maps.google.com/maps?om=0&amp;iwloc=addr&amp;f=q&amp;ll=37.4327599%2C-122.1689284&amp;hl=en&amp;z=13&amp;ie=UTF8">Stanford University</a></strong>. Os resultados indicaram a presença de elementos químicos que faziam parte do animal no momento do soterramento que permitiu a fossilização.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><img title="O espécime de Thermopolis" src="http://home.slac.stanford.edu/pressreleases/images/archaeopteryx-lg.jpg" alt="" width="360" height="240" /><p class="wp-caption-text">O espécime de Thermopolis</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Porque a descoberta é importante? A detecção desses elementos químicos permite entender melhor como era a fisiologia do animal, auxilia na compreensão de seus hábitos e, além disso, pode estabelecer elos entre as aves atuais e as extintas, ajudando a elucidar relações de parentesco evolutivo.</p>
<p>Vale ressaltar que a análise com raio-X também foi feita na rocha onde o <em>Archaeopterix</em> foi preservado. Isso permitiu uma comparação entre os elementos químicos no fóssil e na rocha, eliminando a chance de que eles tivessem origem externa ao espécime estudado.</p>
<p>O <strong><a href="http://www.pnas.org/content/early/2010/05/05/1001569107.full.pdf+html?sid=8ccc3762-203f-4457-9f4d-c93adfb2bb7b">artigo</a></strong> foi publicado em 10 de maio de 2010 na edição online da <strong><a href="http://www.pnas.org/">Proceedings of National Academy of Science</a></strong>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/mais-do-que-ossos.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O top ten das espécies descobertas em 2008</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/o-top-ten-das-especies-descobertas.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/o-top-ten-das-especies-descobertas.html#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 May 2009 00:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paleontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Descobertas]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Peixes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=125</guid>
		<description><![CDATA[O International Institute for Species Exploration, vinculado à Arizona State University, elegeu as 10 descobertas de novas espécies em 2008 que, na visão da comissão julgadora, foram as mais interessantes.
Entre eleitos como um cavalo-marinho minúsculo, uma palmeira que morre após a floração e uma espécie de café sem cafeína,  meu favorito é um peixe placoderme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O <a href="http://species.asu.edu/"><strong>International Institute for Species Exploration</strong></a>, vinculado à <a href="http://www.asu.edu/"><strong>Arizona State University</strong></a>, elegeu as 10 descobertas de novas espécies em 2008 que, na visão da comissão julgadora, foram as mais interessantes.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Entre eleitos como um cavalo-marinho minúsculo, uma palmeira que morre após a floração e uma espécie de café sem cafeína,  meu favorito é um peixe placoderme do período Devoniano, o <em>Materpiscis attenboroughi</em>. Os placodermos foram peixes que possuíam parte do corpo recoberta por placas ósseas, formando uma espécie de armadura, e viveram até aproximadamente 360 milhões de anos atrás.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O fóssil do <em>Masterpiscis</em> tem mais ou menos 380 milhões de anos e é o registro mais antigo até hoje encontrado de um vertebrado vivíparo. É um exemplar raríssimo, bem preservado e (aqui vai uma licença poética de um apaixonado por paleontologia) sensacional! A análise do registro mostra claramente as estruras do feto, a ligação deste com a mãe e a evidência que ela estava prestes a dar a luz.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 379px"><a href="http://oficina.cienciaviva.pt/~pw011/noticias/noticias_2008/eastmanosteus.fossil.completo.coppy.jpg"><img title="placoderma" src="http://oficina.cienciaviva.pt/~pw011/noticias/noticias_2008/eastmanosteus.fossil.completo.coppy.jpg" alt="O fóssil do &lt;i&gt;Materpiscis attenboroughi&lt;/i&gt;. Os ossos do feto estão em verde. " width="369" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">O fóssil do Materpiscis attenboroughi. Os ossos do feto estão em verde. </p></div>
<p>Você pode ver as fotos dos outros nove eleitos clicando <strong><a href="http://species.asu.edu/Top10">aqui</a></strong>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/o-top-ten-das-especies-descobertas.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>46</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Elo perdido?</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/elo-perdido.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/elo-perdido.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 16:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paleontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Descobertas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://darwiniano.com.br/?p=102</guid>
		<description><![CDATA[Eu não havia sequer cogitado comentar a notícia, mas a dica de um camarada me fez rever a posição.
Tá lá no Google, na página inicial. As letras que formam o nome do sistema de buscas formando uma figura que faz referência à descoberta do Darwinius masillae, um fóssil com características muito semelhantes à dos lêmures.
(Clique [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não havia sequer cogitado comentar a notícia, mas a dica de um camarada me fez rever a posição.</p>
<p>Tá lá no <a href="http://www.google.com"><strong>Google</strong></a>, na página inicial. As letras que formam o nome do sistema de buscas formando uma figura que faz referência à descoberta do <em>Darwinius masillae</em>, um fóssil com características muito semelhantes à dos lêmures.</p>
<p>(Clique <a href="http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0005723"><strong>aqui </strong></a>para ver fotos do fóssil e o artigo científico que o descreve)</p>
<p>Os responsáveis pelas aberturas estilizadas do Google certamente entraram na onda midiática que tem tratado o <em>D. masillae</em> como  o &#8220;elo perdido&#8221;. Esse conceito, desconstruído há décadas pela comunidade científica,  refere-se a um hipotético fóssil que demonstraria a ligação evolutiva entre o ser humano e primatas ditos &#8220;inferiores&#8221;.</p>
<p>O alarde da descoberta se deve, provavelmente, ao cientista que liderou a análise do fóssil do <em>D. masillae, </em><strong>Jorn Hurum</strong>,  ao afirmar que &#8220;ele é o primeiro elo com todos os humanos, o que chega mais perto de ser um ancestral direto&#8221;.</p>
<p>Pronto. Foi o suficiente pra que a imprensa fizesse um escândalo, afirmando que o tal &#8220;elo perdido&#8221; entre seres humanos e primatas &#8220;inferiores&#8221; poderia ter sido encontrado.</p>
<p>É surpreendente que ainda hoje possa se encontrar esse tipo de manchete nos veículos de comunicação. A linhagem humana é muito mais complexa do que os primeiros evolucionistas poderiam prever. A comunidade científica sabe há muito tempo que a lenda do &#8220;homem vindo do macaco&#8221; é uma falácia.</p>
<p>Aliás, nem mesmo o fóssil em questão, apelidado de Ida, poderia ser um bom candidato a &#8220;elo perdido&#8221;. Suas características mostram algumas semelhanças com humanos e outros primatas, como um polegar posicionado de forma a permitir a apreensão de objetos. Mas é muito pouco para situá-lo como um ancestral direto. Para <strong>Henry Gee</strong>, editor da <a href="http://www.nature.com">Nature</a>, &#8220;o fóssil não deve figurar entre as grandes descobertas recentes, como os dinossauros com penas.&#8221;</p>
<p>Se os veículos de comunicação querem tanto falar em &#8220;elos perdidos&#8221;, sugiro que comentem a versão para cinema do clássico seriado de TV <strong>Land of the Lost</strong>, que vai ser lançado em breve, e tem o grande <strong>Will Ferrell</strong>. Pelo menos é mais divertido.</p>
<p><img class="alignnone" title="Will" src="http://www.iwatchstuff.com/2008/08/26/land-of-the-lost-enik.jpg" alt="" width="315" height="396" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://darwiniano.com.br/elo-perdido.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>33</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
