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	<title>Darwiniano &#187; Evolução</title>
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	<description>Um blog de ciência, com uma pitada de música e um toque de futebol</description>
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		<title>Mais do que ossos</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 14:36:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Paleontologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe aquela sensação que você tem quando conhece um ídolo? Um jogador do time pra quem você torce, o baterista da sua banda preferida? Quando visitei o American Museum of Natural History, em NY, senti coisa parecida. De repente, diante dos meus olhos, estavam todos aqueles fósseis fantásticos e fundamentais que recheavam meus livros da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquela sensação que você tem quando conhece um ídolo? Um jogador do time pra quem você torce, o baterista da sua banda preferida? Quando visitei o <a id="aptureLink_Bbmr5dx0mv" href="http://saminnyc.files.wordpress.com/2009/03/800px-american_museum_of_natural_history_new_york_city1.jpg">American Museum of Natural History</a>, em NY, senti coisa parecida. De repente, diante dos meus olhos, estavam todos aqueles fósseis fantásticos e fundamentais que recheavam meus livros da época da graduação. Meus “heróis”, a meio metro de distância.</p>
<p>Um dos meus fósseis favoritos sempre foi o <a id="aptureLink_jTZoRaAZLJ" href="http://www.flickr.com/photos/14646075@N03/3935233154/"><em>Archaeopteryx</em></a> , uma ave com traços reptilianos que ajuda a comprovar a origem evolutiva das aves a partir dos répteis. Dez  desses fósseis foram encontrados até hoje, o primeiro em 1860. Porém, pensava-se que, além de impressões das penas nas rochas, apenas a estrutura óssea desses animais havia sido preservada pelo processo de fossilização. Até hoje.</p>
<p>O chamado “espécime de Thermopolis”, com idade estimada em 150 milhões de anos,  foi encontrado na Alemanha, mas atualmente se encontra no <a id="aptureLink_iaNshiuE16" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wyoming%20Dinosaur%20Center"><strong>Wyoming Dinosaur Center</strong></a> <strong> </strong> em Thermopolis, EUA. Ele foi submetido a uma análise com uma técnica especial de raios-X pelo <strong><a href="http://www.slac.stanford.edu/">SLAC National Accelerator Laboratory</a></strong>, vinculado à <strong><a id="aptureLink_6pdyMgDHrw" href="http://maps.google.com/maps?om=0&amp;iwloc=addr&amp;f=q&amp;ll=37.4327599%2C-122.1689284&amp;hl=en&amp;z=13&amp;ie=UTF8">Stanford University</a></strong>. Os resultados indicaram a presença de elementos químicos que faziam parte do animal no momento do soterramento que permitiu a fossilização.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><img title="O espécime de Thermopolis" src="http://home.slac.stanford.edu/pressreleases/images/archaeopteryx-lg.jpg" alt="" width="360" height="240" /><p class="wp-caption-text">O espécime de Thermopolis</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Porque a descoberta é importante? A detecção desses elementos químicos permite entender melhor como era a fisiologia do animal, auxilia na compreensão de seus hábitos e, além disso, pode estabelecer elos entre as aves atuais e as extintas, ajudando a elucidar relações de parentesco evolutivo.</p>
<p>Vale ressaltar que a análise com raio-X também foi feita na rocha onde o <em>Archaeopterix</em> foi preservado. Isso permitiu uma comparação entre os elementos químicos no fóssil e na rocha, eliminando a chance de que eles tivessem origem externa ao espécime estudado.</p>
<p>O <strong><a href="http://www.pnas.org/content/early/2010/05/05/1001569107.full.pdf+html?sid=8ccc3762-203f-4457-9f4d-c93adfb2bb7b">artigo</a></strong> foi publicado em 10 de maio de 2010 na edição online da <strong><a href="http://www.pnas.org/">Proceedings of National Academy of Science</a></strong>.</p>
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		<title>Evolução e mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 02:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Mamíferos]]></category>

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		<description><![CDATA[O mecanismo básico da evolução biológica é simples: os seres vivos sofrem alterações em seus corpos, que podem auxilar ou não na adaptação ao ambiente. Assim, quando o ambiente muda, os organismos podem se adaptar ou ser eliminados.
Se o clima do planeta está mudando, é natural que ocorra um processo de adaptação dos organismos às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mecanismo básico da evolução biológica é simples: os seres vivos sofrem alterações em seus corpos, que podem auxilar ou não na adaptação ao ambiente. Assim, quando o ambiente muda, os organismos podem se adaptar ou ser eliminados.</p>
<p>Se o clima do planeta está mudando, é natural que ocorra um processo de adaptação dos organismos às novas condições. Oliver Pergams, pesquisador da <a href="http://www.uic.edu/index.html/"><strong>University of Illinois at Chicago</strong></a> parece ter detectado a evolução ocorrendo em roedores causada por pressões seletivas com origem nas alterações climáticas e no aumento da população humana.</p>
<p>Ao todo, Pergams analisou 1302 exemplares de roedores coletados entre 1892 e 2001, encontrados em museus de diversas partes do mundo. Ele realizou uma comparação entre os os animais coletados antes e depois de 1950, chegando a encontrar alterações nas medidas corporais de mais de 50%, em geral tendendo a um aumento de dimensões.</p>
<p>Os dados coletados indicam que as mudanças ocorreram, ao menos em parte,  relacionadas a alterações climáticas que podem estar sendo causadas pela atividade humana e ao aumento em nossa densidade populacional.</p>
<p>Eles também servem para desmistificar a ideia de que a evolução biológica é extremamente lenta, ocorrendo ao longo de milhares de anos. Em um período de pouco mais de 100 anos, as mudanças detectadas são significativas.</p>
<p>O artigo completo pode ser lido clicando <a href="http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0006452"><strong>aqui. </strong></a></p>
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		<title>Evolução a olhos vistos</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 00:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[Peixes]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das críticas mais recorrentes à ideia da evolução biológica é a de que o fênomeno não pode ser visualizado ou testado. Como o processo evolutivo demoraria milhares de anos e não poderia ser replicado em laboratório, &#8220;essa coisa toda não passa de uma teoria&#8221;.
Os adeptos dessa tese, que ainda podem ser encontrados por aí, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das críticas mais recorrentes à ideia da evolução biológica é a de que o fênomeno não pode ser visualizado ou testado. Como o processo evolutivo demoraria milhares de anos e não poderia ser replicado em laboratório, &#8220;essa coisa toda não passa de uma teoria&#8221;.</p>
<p>Os adeptos dessa tese, que ainda podem ser encontrados por aí, normalmente são pessoas desinformadas e com uma certa má vontade. Mas ora, a divulgação científica serve, entre outras coisas, pra ajudar a informar e esclarecer. Vamos lá então.</p>
<p>Antes de tudo, é sempre bom lembrar que a noção de evolução biológica relaciona-se a duas outras, basicamente: <strong>mudança</strong> e <strong>adaptação</strong>. Evoluir, biologicamente falando, não é sinômino de melhorar, como ainda se propaga erroneamente por aí. Evoluir é ficar diferente e se adaptar ao ambiente.</p>
<p>Os que ainda acreditam que a evolução de um organismo demora milênios e não pode ser observada no período de uma vida humana certamente desconhecem as causas do surgimento de bactérias e vírus resistentes a drogas diversas.</p>
<p>&#8220;Ah, mas bactérias e vírus não contam! Quero ver isso acontecer com um ser vivo mais complexo!&#8221;, alguém poderia argumentar. Não por isso: que tal um <strong><a href="http://newsroom.ucr.edu/images/releases/2119_0.jpg">lebiste</a></strong>?</p>
<p>Esse pequenino peixe ósseo da família <strong>Poeciliidae </strong>foi o personagem de um experimento conduzido por <strong>Swanne Gordon</strong>, pesquisadora da <strong><a href="http://www.ucr.edu/">University of California, Riverside</a></strong>.</p>
<p>Os espécimes participantes, originários do <a href="http://www.trinoutdoors.com/images/yarra_river_1_condensed.jpg"><strong>rio Yarra</strong></a>, em Trinidad, foram introduzidos em uma região do rio <strong>Damier</strong> (também em Trinidad) onde não são encontrados peixes predadores dos lebistes. Outros exemplares da mesma espécie foram introduzidos, para comparação, em uma seção do mesmo rio onde os predadores estão presentes.</p>
<p>Os lebistes são vivíparos. Seus filhotes são lançados à própria sorte pelas fêmeas nas águas dos rios. É evidente que uma série de fatores ambientais, como predadores e intempéries, eliminam muitos desses filhotes. Além disso, as próprias fêmeas são alvos em potencial de predadores. Para aumentar a chance de sobrevivência da prole e, consequentemente, da espécie, as fêmeas liberam uma grande quantidade de novos lebistes.</p>
<p>Pois meros oito anos após o início do experimento, Swanne Gordon e sua equipe perceberam uma alteração na reprodução dos lebistes introduzidos na seção do rio livre de predadores: a prole passou a ser menor, e os embriões gerados, maiores. Essa mesma alteração não foi observada entre os lebistes introduzidos no ambiente com predadores.</p>
<p>A explicação é razoavelmente simples. Sem os predadores, houve um relaxamento da seleção natural, e os lebistes se adaptaram à nova condição ambiental. Para que gastar energia produzindo um número enorme de embriões, se a chance de sobrevivência deles é grande? Que se use essa energia em algo mais útil. Embriões maiores e melhor formados, por exemplo, que certamente são mais competitivos na luta por recursos naturais como alimento.</p>
<p>Para reforçar a tese de que houve adaptação, um novo experimento detectou que os descendentes dos peixes introduzidos no ambiente livre de predadores apresentavam maior taxa de sobrevivência, em um período de quatro semanas, em relação a lebistes provenientes de outros rios.</p>
<p>Oito anos apenas, e a adaptação por meio de uma mudança foi observada. Modificação + adaptação = evolução. Claro como as águas de um rio de Trinidad.</p>
<p>(Os resultados desse estudo serão publicados na edição de julho da <a href="http://www.journals.uchicago.edu/toc/an/current"><strong>The American Naturalist</strong></a>.)</p>
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