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	<title>Darwiniano &#187; Conservação</title>
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	<description>Um blog de ciência, com uma pitada de música e um toque de futebol</description>
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		<title>A &#8220;peste&#8221;, versão para anfíbios</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/a-peste-versao-para-anfibios-2.html</link>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 19:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das grandes catástrofes ambientais do nosso tempo é o ritmo acelerado com que populações de anfíbios têm desaparecido. Cerca de 40% das mais de 6000 espécies de anfíbios encontram-se, nesse momento, ameaçadas de extinção.
Em geral, atribiui-se essa calamidade a ações humanas como a eliminação de habitats e a introdução de espécies exóticas. Mas um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das grandes catástrofes ambientais do nosso tempo é o ritmo acelerado com que populações de anfíbios têm desaparecido. Cerca de 40% das mais de 6000 espécies de anfíbios encontram-se, nesse momento, ameaçadas de extinção.</p>
<p>Em geral, atribiui-se essa calamidade a ações humanas como a eliminação de habitats e a introdução de espécies exóticas. Mas um estudo publicado na versão online da <a href="http://www.pnas.org/"><strong>PNAS</strong></a> mostra que um parasita pode ser a maior causa do problema.</p>
<p>Já se sabe há algum tempo que o fungo <em>Batrachochytrium dendrobatidis</em> é um dos responsáveis pelo declínio das populações de anfíbios. Ele é o causador da <strong>quitridiomicose</strong>, doença que afeta a pele desses animais.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img title="Batrachochytrium dendrobatidis" src="http://www.newislander.com/ports/2009/11/say_goodbye_to_kermit/chytrid.jpg" alt="" width="300" height="300" /><p class="wp-caption-text">Batrachochytrium dendrobatidis</p></div>
<p>Vance T. Vredenburg, da <a href="http://www.sfsu.edu/"><strong>San Francisco State University</strong></a>, e seus colegas analisaram o alastramento desse fungo em populações de rãs conhecidas, em inglês, como <strong><em>mountain yellow-legged frog</em></strong> (algo como rãs de pernas amarelas das montanhas), que podem ser de duas espécies: <em>Rana muscosa</em> e <em>Rana sierrae</em>.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><img class="  " title="Rana muscosa" src="http://www.usgs.gov/newsroom/images/2007-12-17/frog.jpg" alt="" width="432" height="300" /><p class="wp-caption-text">Rana muscosa</p></div>
<p>As populações estudadas habitavam lagos de Sierra Nevada, California (EUA). Os testes indicavam que não havia a presença do <em>Batrachochytrium </em>nos anfíbios antes da epidemia. Porém, uma vez estabelecido, o fungo se alastrava rapidamente, eliminando a população de rãs ou diminuindo drasticamente o número de indivíduos.</p>
<p>O estudo traz duas conclusões importantes:</p>
<p>1. Não existe consenso sobre qual é a causa do alastramento global do <em>Batrachochytrium</em>. Uma das hipóteses é a de que o fungo já estaria presente nos anfíbios, e as alterações climáticas estariam favorecendo sua reprodução. Porém, o estudo de Vredenburg mostra que as populações estudadas não estavam contaminadas antes da epidemia. Assim, o mais provável é que essa seja uma doença emergente.</p>
<p>2. Além da impressionante e assustadora ação do fungo, o estudo mostra que a praga se alastrava apenas após atingido uma determinada intensidade de infecção nos animais. Assim, os pesquisadores propõem que métodos de controle da infecção podem diminuir as chances de extinção. Entre esses métodos estariam o tratamento de animais doentes, que seriam devolvidos ao ambiente após curados, e a captura de rãs assim que os primeiros sinais da doença fossem detectados. Elas então seriam liberadas apenas quando a epidemia arrefecesse.</p>
<p>O artigo completo, onde pode-se ver o mapa da impressionante ação do <em>Batrachochytrium, </em>está <a href="http://www.pnas.org/content/early/2010/04/28/0914111107.full.pdf+html"><strong>aqui</strong></a>. (O link anterior  direcionava para um artigo incorreto. O problema já foi corrigido.)</p>
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		<title>Grande Sertão Veredas 2</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 01:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Sertão Veredas]]></category>
		<category><![CDATA[IBAMA]]></category>
		<category><![CDATA[Parques Nacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[A beleza do Parque Nacional Grande Sertão Veredas é difícil de descrever. As fotos que ilustram esses posts, apesar de excelentes, não conseguem mostrar todo o impacto visual que aquele pedação de cerrado provoca.

Mas além de apreciar as belezas naturais, há uma coisa que nenhum visitante dos Parques pode deixar de fazer: conversar com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A beleza do Parque Nacional Grande Sertão Veredas é difícil de descrever. As fotos que ilustram esses posts, apesar de excelentes, não conseguem mostrar todo o impacto visual que aquele pedação de cerrado provoca.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img title="Araras" src="http://farm4.static.flickr.com/3466/3963855253_a4fb9709b2.jpg" alt="Casal de araras-canindé sobrevoa a cabeça do blogueiro (crédito: Luciano Abel)" width="450" height="301" /><p class="wp-caption-text">Casal de araras-canindé sobrevoa a cabeça do blogueiro (crédito: Luciano Abel)</p></div>
<p>Mas além de apreciar as belezas naturais, há uma coisa que nenhum visitante dos Parques pode deixar de fazer: conversar com a gente do local.</p>
<p>Uma das coisas que ouvi de forma recorrente nesse meu percurso por Parques de Minas Gerais foi que, em geral, a demarcação e o estabelecimento dessas unidades de conservação são feitos de modo arbitrário. Pouco se leva em conta o impacto que as reservas causarão aos moradores da região.</p>
<p>Alguns relatos impressionam. Dentro do Grande Sertão Veredas ainda existem pessoas habitando suas casas, cultivando uma rocinha e criando umas poucas cabeças de gado. Pois é, dentro de um Parque Nacional. Porque eles ainda moram lá? Simples: até agora não receberam a indenização pela desapropriação de suas terras.</p>
<p>Não à toa, é muito comum que os nativos da região desenvolvam uma animosidade contra os Parques e seus responsáveis diretos ou indiretos (entenda-se Ibama e Instituto Chico Mendes).</p>
<p>A forma como os chefes dos Parques são escolhidos ajuda a piorar a situação. Basta um diploma de curso superior e um bom desempenho em um concurso, e lá está você com um Parque Nacional pra administrar. Surgem daí aberrações como chefes de Parques formados em&#8230; odontologia!</p>
<p>Além disso, ouvi de várias pessoas que os concursados, quando são enviados para lugares distantes de onde gostariam de morar, forçam suas transferências. Uma das maneiras de fazer isso é arranjando encrenca com os já desgostosos vizinhos dos Parques. Essa é, como ouvi em relatos, uma das causas de certos incêndios criminosos que ocorrem esporadicamente nessas unidades de conservação.</p>
<p>(continua)</p>
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		<title>Grande Sertão Veredas</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 02:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Sertão Veredas]]></category>
		<category><![CDATA[Parques Nacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem vários tipos de Unidades de Conservação. As mais famosas e, normalmente, mais visitadas, são os Parques Nacionais. Eles geram diversas reportagens em veículos especializados em turismo, gerando interesse no cada vez maior público consumidor de viagens.
Os Parques Nacionais abertos à visitação são aqueles que já contam com um plano de manejo e uma infraestrutura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem vários tipos de <a href="http://www.ibama.gov.br/siucweb/listaUc.php"><strong>Unidades de Conservação</strong></a>. As mais famosas e, normalmente, mais visitadas, são os <a href="http://www.ibama.gov.br/siucweb/listaUcCategoria.php?abrev=PARNA"><strong>Parques Nacionais</strong></a>. Eles geram diversas reportagens em veículos especializados em turismo, gerando interesse no cada vez maior público consumidor de viagens.</p>
<p>Os Parques Nacionais abertos à visitação são aqueles que já contam com um plano de manejo e uma infraestrutura básica para receber os visitantes. Nesse caso, o turista contará com banheiros, centros de visitante e trilhas sinalizadas.</p>
<p>Outros Parques ainda não estão oficialmente abertos à visitação, mas isso não impede que, em alguns casos, ela seja feita, ainda que com maiores dificuldades. Esse é o caso do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Grande_Sert%C3%A3o_Veredas"><strong>Parque Nacional Grande Sertão Veredas</strong></a>.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img title="GSV" src="http://farm3.static.flickr.com/2630/3961259678_e21065993f.jpg" alt="Vista do Parque Nacional Grande Sertão Veredas (Crédito: Luciano Abel)" width="450" height="301" /><p class="wp-caption-text">Vista do Parque Nacional Grande Sertão Veredas (Crédito: Luciano Abel)</p></div>
<p>Localizado nos Estados de Minas Gerais e Bahia, abrange uma área de mais de 230 mil hectares. A cidade base para a visitação é a pequena cidade mineira de <a href="http://"><strong>Chapada Gaúcha</strong></a>. Como ainda não se implementaram as obras de infraestrutura para visitação, a locomoção dentro do parque tem necessariamente que ser feita com um veículo 4 x 4. E, claro, após a autorização do IBAMA.</p>
<p>O ecossistema predominante no Parque é o cerrado. Com muita frequência surgem as veredas, trechos de vegetação mais baixa, onde se destacam muitos <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Buriti">buritis</a></strong>.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img title="Veredas" src="http://farm3.static.flickr.com/2467/3961252684_169bf83c5b.jpg" alt="As veredas" width="450" height="302" /><p class="wp-caption-text">As veredas (Crédito: Luciano Abel)</p></div>
<p style="text-align: left;">(Continua)</p>
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		<title>Unidades de Conservação &#8211; a série</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/unidades-de-conservacao-heroinas-ou-vilas.html</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 02:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Unidades de Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[As Unidades de Conservação (UC) são fundamentais na proteção aos ambientes naturais. Nas suas várias categorias, permitem que a fauna, a flora e até mesmo a cultura  de várias localidades sejam preservadas.
Em meu período de férias mais recente, conheci cinco UCs, todas localizadas em Minas Gerais. Apesar das paisagens extremamente bonitas, dos eventuais bichos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As <a href="http://www.socioambiental.org/uc/"><strong>Unidades de Conservação </strong></a>(UC) são fundamentais na proteção aos ambientes naturais. Nas suas várias categorias, permitem que a fauna, a flora e até mesmo a cultura  de várias localidades sejam preservadas.</p>
<p>Em meu período de férias mais recente, conheci cinco UCs, todas localizadas em Minas Gerais. Apesar das paisagens extremamente bonitas, dos eventuais bichos que consegui ver, e das longas e estimulantes trilhas, o que mais marcou nesses lugares foram as conversas com as pessoas das regiões onde as UCs estão localizadas.</p>
<p>Guardas-parque, professores universitários, participantes de ONGs e outros personagens ajudaram a conhecer melhor a realidade dessas Unidades no Brasil, o que me deixou com algumas pulgas atrás da orelha.</p>
<p>Ao longo das próximas semanas, o <span style="color: #000080;"><strong>Darwiniano</strong></span> trará uma série de posts sobre o tema. Quando o último da série for publicado, espero que algumas dessas pulgas se alojem também nas orelhas dos leitores.</p>
<p>Por ora, uma foto do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Grande_Sert%C3%A3o_Veredas"><strong>Parque Nacional Grande Sertão Veredas</strong></a>, no norte de Minas Gerais:</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img title="GSV" src="http://farm3.static.flickr.com/2663/3872395929_eb154a9a13.jpg" alt="" width="450" height="302" /><p class="wp-caption-text">(Crédito: Luciano Abel)</p></div>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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		<title>O Programa Biota/FAPESP</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/258.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/258.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 11:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Luciano Abel
No início do mês de maio, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) promoveu uma solenidade comemorativa pelos 10 anos da criação do Programa Biota/FAPESP. De acordo com a própria instituição, o objetivo do Biota/FAPESP tem sido “inventariar e caracterizar a biodiversidade do Estado de São Paulo, definindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { color: #0000ff } --></p>
<h4 style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;">Por Luciano Abel</h4>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">No início do mês de maio, a <a href="http://www.fapesp.br/"><strong>Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo</strong></a> (FAPESP) promoveu uma solenidade comemorativa pelos 10 anos da criação do <a href="http://www.biota.org.br/"><strong>Programa Biota/FAPESP</strong></a>. De acordo com a própria instituição, o objetivo do Biota/FAPESP tem sido “inventariar e caracterizar a biodiversidade do Estado de São Paulo, definindo os mecanismos para sua conservação, seu potencial econômico e sua utilização sustentável”.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">A FAPESP, através deste programa de incentivo à educação e pesquisa, já investiu cerca de R$ 85 milhões, os quais fomentam 84 projetos que envolvem o trabalho de mais de 1,2 mil cientistas, entre profissionais e estudantes lotados nas Universidades e centros de pesquisas espalhados pelo Estado de São Paulo. Desde sua criação, o programa Biota/FAPESP já formou 172 alunos de iniciação científica, 169 mestres, 108 doutores e 79 pós-doutores, gerou mais de 700 artigos em revistas científicas, descreveu cerca de 500 novas espécies, entre plantas, animais e microorganismos, e criou bases de dados com informações sobre aproximadamente 12 mil espécies com o conteúdo de 35 coleções biológicas.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">Com esse exército de pessoas qualificadas e o arsenal de informações científicas geradas, foi possível prospectar diversos compostos de importância econômica, originar mapas que orientam políticas públicas para a conservação da biodiversidade e produzir material para o ensino formal e informal da educação ambiental.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">Os números e feitos apresentados denotam o sucesso atingido pelo programa, cujos coordenadores pretendem ampliar até 2020. Para isso, realizaram, após a solenidade de comemoração, um <em>workshop</em> com intuito de avaliar o que já foi realizado e definir metas para os próximos 10 anos.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">A notícia de que um programa financiado por dinheiro público está gerando conhecimento científico, de forma planejada, com o intuito de promover o conhecimento e o melhor aproveitamento da biodiversidade, é o tipo de informação que soa bem aos nossos ouvidos, sobretudo nesta época marcada pelo avanço da soja, do gado e de madeireiras sobre a floresta amazônica e pela recente aprovação da medida provisória 458, a qual trata da regularização fundiária da Amazônia legal, que está sendo taxada por especialistas como franca beneficiadora da expansão do agronegócio naquela região, em detrimento da sustentabilidade pela selva.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">Entretanto, é lamentável que somente agora, embora nunca devamos acreditar que seja tarde demais, as autoridades dirigentes começam a perceber que a fonte primordial de geração de riqueza para quase todos os setores da economia são os recursos naturais – sejam eles bióticos ou não – e que o pleno conhecimento da sua diversidade, aliado ao estudo do seu manejo e potencialidades, tal qual uma empresa geraria seus bens mandatórios, é o princípio básico da auto-geração de divisas sustentável.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">Mais informações sobre o programa Biota/FAPESP e sobre os eventos comemorativos dos seus primeiros 10 anos podem ser obtidos nos sítios abaixo:</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.biota.org.br/">http://www.biota.org.br/</a></span></p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.agencia.fapesp.br/materia/10580/educacao-para-a-biodiversidade.htm">http://www.agencia.fapesp.br/materia/10580/educacao-para-a-biodiversidade.htm</a></span></p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.agencia.fapesp.br/materia/10594/biota-e-10.htm">http://www.agencia.fapesp.br/materia/10594/biota-e-10.htm</a></span></p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.agencia.fapesp.br/materia/10608/rumo-a-2020.htm">http://www.agencia.fapesp.br/materia/10608/rumo-a-2020.htm</a></span></p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify">____________________________________________________</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><strong>Luciano Abel é biólogo da USP &#8211; São Carlos</strong>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A Mata Atlântica em SC, por Colafina</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/a-mata-atlantica-em-sc-por-colafina.html</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 03:06:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias corridos e estranhos esses últimos. Bloqueios internéticos no trabalho, compromissos variados, e a atualização do blog acaba ficando prejudicada.
Também fica prejudicado o acompanhamento dos meus blogs favoritos. Por isso, só hoje li o último post do grande Colafina, do blog Colafina &#38; Cascagrossa.
No seu Preservacao ambiental: nem tudo está perdido, ela faz uma boa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias corridos e estranhos esses últimos. Bloqueios internéticos no trabalho, compromissos variados, e a atualização do blog acaba ficando prejudicada.</p>
<p>Também fica prejudicado o acompanhamento dos meus blogs favoritos. Por isso, só hoje li o último post do grande Colafina, do blog <a href="http://colafinaecascagrossa.blogspot.com/"><strong>Colafina &amp; Cascagrossa</strong></a>.</p>
<p>No seu <a href="http://colafinaecascagrossa.blogspot.com/2009/05/preservacao-ambiental-nem-tudo-esta.html"><strong>Preservacao ambiental: nem tudo está perdido,</strong></a> ela faz uma boa análise da situação ambiental em seu estado, Santa Catarina, além de contrapontos importantes a informações que aparecem no meu post <a href="http://darwiniano.com.br/mata-atlantica-boas-noticias-e-uma-duvida.html"><strong>Mata Atlântica: boas notícias e uma dúvida</strong></a>. Segue um trecho:</p>
<p><em>Apesar de ser visceralmente favorável à preservação ambiental em todos os seus aspectos, não há como desconhecer a realidade em que vivemos: enquanto se discutem legislação, e técnicas, e alternativas econômicas, e preservação, etc. e etc., os proprietários rurais e seus agregados, que dependem da sua terra para sobreviver, não podem cruzar os braços à espera de uma solução salvadora. Eles têm se utilizado de todos os recursos disponíveis para o seu sustento, em muitos casos da forma que bem entendem, sem grandes preocupações com a garantia destes recursos para o futuro, <strong>sob o olhar compassivo e inepto do poder público</strong>.</em></p>
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		<title>Corais resistentes à elevação da temperatura</title>
		<link>http://darwiniano.com.br/corais-resistentes-a-elevacao-da-temperatura.html</link>
		<comments>http://darwiniano.com.br/corais-resistentes-a-elevacao-da-temperatura.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 May 2009 14:31:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Descobertas]]></category>
		<category><![CDATA[Zoologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Os corais estão entre os organismos mais ameaçados pelas alterações climáticas. A elevação das temperaturas nos oceanos provoca o fenômeno do embranquecimento dos corais (coral bleaching). Isso ocorre porque as algas simbiontes que se alojam no interior desses animais são muito sensíveis às variações de temperatura.
A relação entre essas algas microscópicas e os corais é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os corais estão entre os organismos mais ameaçados pelas alterações climáticas. A elevação das temperaturas nos oceanos provoca o fenômeno do embranquecimento dos corais (<em>coral bleaching</em>). Isso ocorre porque as algas simbiontes que se alojam no interior desses animais são muito sensíveis às variações de temperatura.</p>
<p>A relação entre essas algas microscópicas e os corais é vantajosa para ambos. A proteção oferecida pelos corais às algas é retribuída com o fornecimento de nutrientes. Além disso, é a presença das algas no interior dos corais que confere a coloração típica das colônias. Com o aumento da temperatura, as algas param de realizar fotossíntese e são eliminadas pelos corais que, consequentemente, embranquecem e morrem.</p>
<p>Mas uma equipe de cientistas da <a href="http://www.stanford.edu/">Stanford University </a>descobriu que algumas espécies de coral são mais resistentes às variações de temperatura. Essa resistência se deve a duas estratégias: ou os corais se associam normalmente a variedades de algas mais resistentes a temperaturas mais altas, ou expulsam as algas mais sensíveis e as substituem pelas mais resistentes.</p>
<p>A pesquisa traz otimismo, afinal o embranquecimento e morte dos corais tem impacto ambiental e econômico muito grande. Os recifes de coral formam a base de inúmeras comunidades aquáticas, que se servem desse ecossistema para conseguir abrigo e alimentação. Os setores de pesca e turismo são alguns dos mais prejudicados pelo fenômeno. A existência dessas espécies resistentes pode fornecer uma sobrevida a esses ecossistemas, caso as previsões de aumento da temperatura global se confirmem.</p>
<p>Clique <a href="http://www.int-res.com/abstracts/meps/v378/p93-103/">aqui </a>para ler o resumo do artigo, e <a href="http://ciencia.hsw.uol.com.br/barreira-de-corais.htm">aqui</a> para conhecer mais sobre os recifes de coral.</p>
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		<title>Mata Atlântica: boas notícias e uma dúvida</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 14:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Darwinista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação; Divulgação científica; Revista Pesquisa Fapesp]]></category>

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		<description><![CDATA[A edição de maio da Revista Pesquisa Fapesp  traz uma reportagem de Carlos Fioravanti com boas notícias sobre a Mata Atlântica.
Em primeiro lugar, novas técnicas de medição mostram que a porcentagem de cobertura vegetal preservada pode ser de aproximadamente 17 %, e não de 7 % como se pensava. Ainda é pouco, mas indica que a situação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A edição de maio da <a href="http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php">Revista Pesquisa Fapesp </a> traz uma reportagem de Carlos Fioravanti com boas notícias sobre a Mata Atlântica.</p>
<p>Em primeiro lugar, novas técnicas de medição mostram que a porcentagem de cobertura vegetal preservada pode ser de aproximadamente 17 %, e não de 7 % como se pensava. Ainda é pouco, mas indica que a situação é um pouco menos grave.</p>
<p>Outra boa nova é o estabelecimento do <a href="http://www.pactomataatlantica.org.br/">Pacto pela Restauração da Mata Atlântica</a>, que pretende &#8220;recuperar 15 milhões de hectares de florestas até 2050&#8243;. Por trás do Pacto estão ONGs, empresas e universidades.</p>
<p>Para alcançar essa meta, os envolvidos no projeto pretendem trabalhar em conjunto com proprietários de terras onde se encontram trechos de floresta. A ideia é recuperar áreas de baixa produtividade pecuária e demonstrar aos donos desses terrenos que eles podem conseguir maiores lucros com a preservação. Diz a reportagem:</p>
<p><em>“Dos 15 milhões de hectares a serem restaurados, 8 milhões são pastos de baixa produtividade”, diz Ricardo Rodrigues, coordenador da equipe que elaborou o conjunto de técnicas de restauração a serem adotadas no pacto, com base em seu trabalho à frente do Laboratório de Restauração Florestal (Lerf) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba, interior paulista. “Se tirar os bois e incentivar o crescimento das matas, o proprietário rural pode ganhar três ou quatro vezes mais do que com a pecuária, ou ainda mais se agregar serviços ambientais como créditos de carbono.”</em></p>
<p>E é justamente nesse ponto que surge uma dúvida: se o convencimento para preservação passa por argumentos econômicos, como garantir que os proprietários das terras manterão o comportamento preservacionista a longo prazo? Se nos próximos anos surgirem técnicas que permitam a exploração de uma área permitindo lucros maiores que os obtidos com a conservação, o que impediria a reconfiguração dos trechos recuperados em pastos, por exemplo?</p>
<p>Um outro trecho da reportagem pode fornecer algumas pistas:</p>
<p><em>Apenas o cumprimento da lei poderia ampliar bastante a Mata Atlântica, lembra Calmon. O problema, ele reconhece, é que os proprietários rurais geralmente não gostam de deixar 20% de suas terras com vegetação nativa,  a chamada reserva legal, mas resistem menos em preservar ou recompor as matas ciliares, também obrigatórias por lei. “Os produtores rurais sabem que as matas ciliares são importantes”, diz ele, porque preservam rios e evitam a erosão dos solos.  Rodrigues acrescenta: “Poucos sabem que a reserva legal pode ser utilizada para produzir madeira, mel, frutas e outros produtos da floresta”.</em></p>
<p>A ver, torcer e acompanhar.</p>
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