A UNIBANdalheira resolveu expulsar a garota da saia escandalosa. O mundo caiu em cima. A direção da universidade (sic) percebeu que fez cagada e resolveu readmitir a moça. E vários estudantes (sic) da Uniban apoiaram a expulsão.
É uma quantidade tão grande de atitudes cretinas que chega a espantar. Mas pelo menos o caso tem servido pra gerar um bom número de bons textos, como o que Flavio Gomes escreveu em seu blog. Segue um trecho:
Aí a Uniban expulsa a menina, dizendo que os alunos que a chamavam de “puta” e queriam bater na coitada estavam “defendendo o ambiente escolar”. Puta que pariu! Como é que pode? Como podem adultos, “educadores”, que teoricamente têm um pouco mais de neurônios em funcionamento, reduzirem a questão a isso? E criticarem a menina porque ela se veste assim ou assado, anda rebolando, “se insinua”?
Pior: muitos, mas muitos mesmo, alunos defenderam a expulsão. Acham que a menina é uma vagabunda que provoca os colegas. Bando de animais, intolerantes, sádicos, hostis, agressivos. Eu nunca deixaria um filho meu estudar numa universidade frequentada por esse tipo de gente e dirigida por cretinos do naipe dos que assinaram a expulsão e, depois, revogaram-na sem revelar o motivo — aquele que nunca será admitido, o prejuízo à imagem dessa porcaria de empresa, sim, empresa, e das mais lucrativas, porque chamar um negócio desses de “universidade” é desmoralizar a palavra.