Darwiniano

14 mai, 2009

Aquecimento global: uma proposta de debate

Posted by: Darwinista In: Mudanças climáticas

Pedro Doria, no seu Weblog, publicou hoje um post sobre aquecimento global. Não é o primeiro sobre esse tema que aparece naquele espaço, e isso é muito positivo. Porém, o que se vê na caixa de comentários é, quase sempre, uma conversa baseada em chutes, achismos e, da parte de alguns, baixíssimo nível.

Dessa vez, contudo, um dos comentários me chamou especial atenção. Diz o  comentarista Igor:

PD, aceite a palavra de um meteorologista que estuda mudancas climáticas a 9 anos: é inútil discutir o assunto em fóruns de política. Só fiz uma leitura diagonal dos comentários até aqui e o diagnóstico é o mesmo de sempre: desinformacão, mitos, inverdades etc.

Não acho que o Pedro Doria deva parar de escrever sobre o assunto. Ao contrário, quanto mais se falar sobre o tema melhor.  Mas concordo plenamente com o Igor. O debate sobre o aquecimento global é repleto de desinformação, mitos e inverdades. Além de muita má fé.

Por isso, lanço aqui um desafio: criarmos um espaço, neste Darwiniano, para um debate qualificado a respeito do aquecimento global.  E quando eu digo qualificado, quero dizer um debate sem chutes, achismos e ataques.

As regras são simples:

- Qualquer interessado, não importa qual seja a opinião a respeito, envia um artigo sobre o tema. O trabalho deve ter sido encontrado em uma publicação científica ou ter sido produzido por um ou mais pesquisadores vinculados a alguma instituição de pesquisa. Caso a instituição não seja notoriamente reconhecida, o debatedor deve fornecer a lista de financiadores da instituição.

- Eu publicarei um post com o resumo do artigo e o link para o trabalho completo. A cada post a caixa de comentários estará à disposição para o debate, e não haverá qualquer tipo de censura. Serão apagados apenas comentários com ofensas pessoais ou fora do tema.

Fica o convite e o desafio. Será que conseguimos estabelecer uma conversa baseada em fatos científicos e de alto nível? Estou certo que sim.

65 Comentários to "Aquecimento global: uma proposta de debate"

1 | André HP

maio 14th, 2009 at 23:29

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Boa iniciativa rapaz!
É um tema que merece, e muito, ser explorado, explorado de novo, e explorado novamente.

Forte Abraço!

2 | Darwiniano

maio 14th, 2009 at 23:48

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André HP (23:29):
Valeu cara! Esse é um tema que vai aparecer aqui com frequência. O espaço taí pra discussão rolar mesmo.
Abração!

3 | Luiz

maio 15th, 2009 at 0:35

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Boa idéia, Darw.
Vamos ver se a turma foge do bate-boca estéril.
Não sou de nenhuma área correlata, logo me falta estofo pra discutir o tema como se deve.
Mas sou um curioso incorrigível, logo:
http://www.nytimes.com/2009/05/15/science/earth/15antarctica.html?_r=2&hp

Abraços.

4 | Jasão

maio 15th, 2009 at 2:47

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oba! vou ficar de olho aqui e pesquisar…

5 | Anrafel

maio 15th, 2009 at 4:11

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No comentário que postei lá no Weblog, eu encerrei dizendo que, por mim, ficava na minha, tranqüilo, à cata de muita informação.

Estarei de olho, aqui e lá.

6 | Igor

maio 15th, 2009 at 6:08

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Oi Darwinista,

Legal meu comentário ter te dado uma boa idéia. Espero que gere um debate produtivo e que você se machuque pouco com esse vespeiro em que vai mexer.

Não quis soar arrogante no comentário lá no PD sugerindo que apenas a opinião dos cientistas importa. Eu mesmo dou meus pitacos sobre economia e política sendo totalmente leigo no assunto. Entretanto, é justamente por colocar política onde deveria haver ciência que as pessoas cometem as maiores barbaridades quando o assunto é climate change. Especialmente em blogs de política, a coisa se polariza num ‘esquerda vs direita’ que às vezes me faz corar de vergonha alheia.

Enfim, boa sorte na nova missão

7 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 8:46

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Luiz (0:35):
Mas pra participar do debate, não precisa ser de alguma das áreas relacionadas ao tema. Basta isso que você tem de sobra: curiosidade. Vou tentar acesso ao artigo completo da Science que é citado na reportagem do NYT. Se conseguir, farei um post com ele. Valeu pela contribuição!

8 | Pax

maio 15th, 2009 at 8:51

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Muito bom, Darwinista,

Começo provocando a discussão sobre um item pertinente dentro do contexto: Os indicadores. Quais são? Como medimos? Desde quando?

Aqui há um vídeo interessante produzido pela Nasa com a variação de 1884 para cá.

Acontece que a Terra tem 4,5 bilhões de anos segundo o Instituto de Geociências da USP (há várias fontes). E houve inúmeros cenários da temperatura do planeta desde então.

Um dos pontos que os críticos ao aquecimento fazem é que as causas antropogênicas são insignificantes comparadas à influência dos Ciclos Solares.

Acredito ser um bom ponto de discussão.

A partir dele podemos nos aprofundar nas tais causas antropogênicas (carvão, petróleo, gás natural, desmatamento, etc) e seus impactos.

9 | Ricardo Cabral

maio 15th, 2009 at 9:13

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Pax (#8), não há dúvidas sobre as diferenças radicais no clima ao longo da idade da terra, a maioria bem antes do surgimento da nossa própria espécie. Duvido que qualquer cientista conteste isso. O que as pesquisas de que tive notícia apontam é para a velocidade dessas mudanças a partir da ação do homem. Tirando eventos cataclísmicos, ao que parece as condições climáticas do planeta não costumam mudar tão rápido.

(Darw, fico te devendo a pesquisa, mas diz respeito aos estudos de um glaciologista brasileiro sobre a concentração de CO2 ao longo das últimas décadas, se não me falha a memória.)

10 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 9:19

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Igor (6:08):
Oi Igor. Esse é um vespeiro mais ou menos grandinho mesmo, mas eu já comprei minha roupa de apicultor… :-)
Não acho que você tenha soado arrogante lá no PD, e entendi a intenção do seu comentário. Essa vergonha alheia que você sente eu sinto também. E frustração, e um pouco de raiva às vezes… Mas você matou a charada: os caras tentam levar pra qualquer debate essa visão em preto e branco que têm da vida.
Valeu, e torço pra que você possa participar da discussão por aqui também. Abração.

11 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 9:39

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Pax (8:51):
A questão dos ciclos solares realmente é bastante controversa. É um debate interessantíssimo.
Assim que possível vou assistir ao vídeo que você linkou.

12 | Igor

maio 15th, 2009 at 9:40

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Pax (#8)

As tendências de longo prazo são sim os parâmetros que devem ser usados para determinar se há ou não aquecimento. Entretanto não podemos usar escalas geológicas (da ordem de bilhões de anos) para comparar porque a composicão da atmosfera nesse período era radicalmente diferente, basicamente hidrogênio e hélio. As temperaturas eram mesmo muito elevadas e não tinha como ser diferente. A análise deve ser feita a partir do momento em que a composicão se tornou proxima ao que é hoje, o que restringe a escala a ‘apenas’ alguns milhares de anos. Nessa escala aí sim se verifica o impacto da atividade antrópica especialmente a partir da Revolucão Industrial.

Darw:
Essa polemica se o “homem é o culpado ou não” já está ultrapassada pra mim. Eu me interesso mais em determinar qual atividade humana são as chamadas ‘forcantes de primeira ordem’ nas mudancas climáticas atualmente. Nessa seara eu acredito que a queima de combustíveis fósseis é apenas parte do problema. A questão da mudanca do uso da terra (land-use change) tem tanta importancia quantitativa quanto. O grande defensor desse argumento é Roger Pielke, que comanda o melhor blog de ciências atmosféricas na minha modesta opiniao ( http://climatesci.org/ ).

13 | nada será como antes

maio 15th, 2009 at 9:46

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Darwinista,

Muito interessante e propícia a iniciativa de seu blog. Se houver colaboração, teremos um quadro mais abrangente das linhas de pesquisa, dos resultados provisórios e, talvez, a demonstração da inexistência de dados conclusivos sobre o suposto aquecimento.

Como mencionou Igor, acima, existe uma aparente polarização esquerda X direita nas discussões do tema. Mas ressalto que essa disputa é falsa, porque não existe vinculação à esquerda dos que concebem o aquecimento, ou à direita entre os que o negam. Acredito, inclusive, que uma classificação política, se obrigatória, revelaria posições inversas.

Este blog é voltado para as Ciências Naturais e essa questão pode ficar à margem, mas ela contém dados significativos.

14 | Charles Nisz

maio 15th, 2009 at 9:46

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Iniciativa excelente, tomei a liberdade de replicar no meu blog como um dos links do dia.

http://charlesnisz.wordpress.com/2009/05/15/links-do-dia-2/

Charles Nisz

15 | Pax

maio 15th, 2009 at 9:47

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As cinco principais questões sobre Mudanças Climáticas podem ser vistas na WWF.

Creio, também, direcionar o ponto proposto.

16 | Cleopatra

maio 15th, 2009 at 9:50

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Ótima idéia. Dessa forma a gente tem um local “seguro” para nos informas pois mesmo sendo um assunto bastante divulgado pela mídia, cada um fala uma coisa e a gente ouve daqui e dalí e fica sem saber qual direção tomar. Parabéns pela iniciativa :-)

17 | Luiz

maio 15th, 2009 at 9:53

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Igor,

O que você falou sobre restringir a comparação a alguns milhares de anos faz todo sentido.
Mas outra comparação talvez seja interessante: poucos milhares de anos.
Explico: tempos atrás, em uma das outras vezes que o assunto apareceu lá no PD, eu tinha acabado de dar de cara com um trabalho em que os cientistas restringiam a pesquisa ao período onde existe algum tipo de registro humano no sentido histórico. Ou seja, a partir do nascimento das primeiras grandes civilizações. Não lembro a data exata que eles arbitraram, mas devia ser algo como 4000 A.C. Em essência, eles cruzavam os dados científicos com os relatos existentes, mesmo que fragmentados.
Não guardei o link, mas vou dar uma busca.

18 | Pax

maio 15th, 2009 at 9:55

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Igor #12,

Sim, estou é trazendo a questão dos que criticam o problema.

O grande ponto pra mim é:

As ondas de luz tem frequência muito baixa. As de calor não. O efeito estufa é necessário, caso contrário viveríamos com temperatura média de -17oC. Hoje temos a média de 15oC.

Mas as emissões de GEE (gases efeito estufa) aumentaram demais do final do Sec XIX pra cá. E aí as ondas de calor estão se concentrando, sim, causando o aquecimento preocupante. São as causas do homem poluente.

É a tese que aceito.

A questão de colocar a linha do tempo e dos indicadores é interessante porque é onde os críticos ao Aquecimento Global se baseiam. Pelo menos os críticos que querem, ao menos, argumentar. Os outros já vão para religião, ofensas, etc. Aí a discussão boa se perde.

19 | HRP Soft

maio 15th, 2009 at 10:12

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Vai aí uma dica simples de como se informar sobre o temas e suas ramificações:
allianz.com.br

20 | HRP Soft

maio 15th, 2009 at 10:18

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Retificando:
knowledge.allianz.com.br

21 | Ricardo Leao

maio 15th, 2009 at 10:23

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Enfim uma iniciativa dessas. Replicarei para os 5 leitores do meu blog e se achar algo interessante enviarei

22 | Monsores

maio 15th, 2009 at 10:29

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Darw, ótima iniciativa.

A respeito deste assunto, acho que o grande erro foi a propagação do termo “Aquecimento Global”. Se desde o início o termo utilizado tivesse sido “Mudanças Climáticas”, haveria menos achismos.

Ouvi um amigo meu, homem simples, bem simples, dizer: “Olha como está frio e não para de chover. Depois eles falam em aquecimento global”.

Agora é tarde.

Há de se levar em conta ainda o fato de ter sido uma teoria modificada várias e várias vezes desde sua publicação. Primeiro a causa era uma, em outra época, era outra. Para quem não entende revisionismo, perde credibilidade. Principalmente quando a tecla da culpa foi tantas vezes batida.

Outro fator interessante é que na mídia massiva, raras são as vezes que se vê alguém trazendo alguma coisa nova à discussão. Sobre qualquer assunto, quando isso acontece se transforma em torcida. De um lado os que não acreditam, de outro os que acreditam, mas sem saber bem o porquê*.

Quero falar mais sobre isso, mas o tempo me impede. Volto outra hora.

Abraço!

23 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 10:36

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Ricardo Cabral (9:13):
Sem problemas. Mas se por acaso você resgatar o artigo, passe para mim por favor. Abraço!

24 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 10:45

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Igor (9:40):
Ótima dica. O climatesci.org já está adicionado à minha lista de links.

25 | Monsores

maio 15th, 2009 at 10:47

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Ricardo, se não me falta a memória você já postou esse artigo numa caixa de comentários do Pedro Doria.

Procura lá!

Abraço!

26 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 10:56

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nada será como antes (9:46):
A polarização política é inevitável, eu acho. Mas seria ótimo se conseguíssemos deixar isso de lado por aqui.
Uma ressalva, porém: você é o único comentarista de esquerda que conheço que questiona as conclusões mais recorrentes em relação às mudanças climáticas. Todos os outros são vinculados ao pensamento de direita. Isso é sintomático, me parece.

27 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 11:10

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Charles Nisz (9:46):
Valeu pela divulgação. Grande abraço!

28 | Nat

maio 15th, 2009 at 11:14

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Darw, como você não tem espaço pra off-topics, vou colocar aqui mesmo. Não seria uma boa idéia pedir aí ao Monsa e equipe que coloquem embaixo do post, o link para o post anterior e o posterior?

Tentei ir daqui pro da Copa de 82 e tive que rolar a página até lá em cima. Tudo bem, não é um grande trabalho fazer isso, mas se tivesse um link mais perto, abaixo dos comentários ou abaixo do post atual, ficaria mais acessível, porque em breve terão vários posts e a busca ficará mais complicada…

29 | Monsores

maio 15th, 2009 at 11:16

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ô Nat, olha você complicando nossa vida.
É sim, o Darw já tinha solicitado isso. Minha máxima culpa.

30 | Paulo Roberto Silva

maio 15th, 2009 at 11:17

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Darwinista, chamei para este debate lá no meu blog. E fiz minha contribuição por lá. Tentei deixar algumas coisas claras.

31 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 11:24

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Cleopatra (9:50):
Valeu, Cleo!

32 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 11:30

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HRP Soft (10:18):
Boa dica de site, Romeu. Valeu pela contribuição.
(ainda tô esperando seu comentário no post da seleção de 82… :-) )

33 | Nat

maio 15th, 2009 at 11:33

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Monsa, só pra manter minha fama de mala, do jeito que o Darw é metódico em responder todos os comentários, é melhor que você tire do seu bat-cinto um jeito dele responder ao comentário diretamente hehehe

34 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 11:37

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Ricardo Leao (10:23):
Valeu pelo apoio, Ricardo!

35 | Saladino

maio 15th, 2009 at 11:45

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Caro Darwiniano:

O artigo — ou melhor, os artigos, são 4, a seguir não foram produzidos por um cientista. Nem apareceram em publicações científicas.

Eles são uma reportagem feita pela jornalista Elizabeth Kolbert e publicadas na New Yorker. O que ela fez foi ir em vários lugares como a Antártica ou a Groenlândia e entrevistar cientistas que fazem trabalho de campo sobre mudanças climáticas. São todos longos, muito bem escritos e apurados; uma leitura bastante informativa. O link está aqui: http://www.wesjones.com/climate1.htm

Outro link interessante é um vídeo. Nele, cientistas mostram como os ciclos solares e atividade vulcânica afetam a temperatura do planeta. E como nós conseguimos prever exatamente essas variações a partir desses 2 fatores — até o século XX. A partir desse momento, o único meio de fazer a previsão e as medições serem semelhantes é adicionando o aumento de CO2 na atmosfera que ocorreu. http://www.youtube.com/watch?v=dMuhvo_TUIo

(Aliás, sem o CO2 as temperaturas estariam caindo. Daí as previsões de diminuição de temperatura dos anos 70.)

36 | Pablo Vilarnovo

maio 15th, 2009 at 11:51

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Fala Darw. Minha contribuição. Coloco aqui as dúvidas do Prof. Syun-Ichi Akasofu da Universidade do Alasca. Seu artigo pode ser encontrado aqui :http://people.iarc.uaf.edu/~sakasofu/pdf/two_natural_components_recent_climate_change.pdf
Análise retirada do blog do Prof Rui G. Moura:

“Akasofu diz que o IPCC reconhece a paragem do crescimento das temperaturas a partir do ano 2000. Mas, o IPCC pensa que esta paragem é temporária. No entanto, o IPCC não sabe explicar a razão por que parou a subida nem a razão por que esta paragem seria temporária.

Segundo o Prof. Akasofu, os registos meteorológicos recentes detectam as alterações do indice PDO (Pacific Decadal Oscillation), a travagem da subida do nível dos oceanos e o arrefecimento do oceano Árctico que resultaram da recente oscilação multidecenal.

As projecções do IPCC não são mais do que um cego prolongamento do crescimento verificado entre 1976 e 2000. Os modelos de circulação geral (GCM) estão programados para produzir a evolução na continuidade exagerando o hipotético efeito antropogénico até 2100.

O Prof. Akasofu não se ocupou das causas das oscilações multidecenais que motivaram as subidas e descidas das temperaturas em relação à subida média natural desde o final da Pequena Idade do Gelo. As suas previsões devem ser encaradas com a prudência devida a qualquer previsão do estado do tempo e do clima.

37 | nada será como antes

maio 15th, 2009 at 13:04

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Darwinista (26),

Considero inevitável não a polarização, mas a constatação de que as supostas mudanças climáticas têm caráter político e isso sim é global.

Minha posição de esquerda e de questionamento das supostas alterações climáticas não é isolada e decorre de posições metodológicas.

38 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 13:42

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Monsores (10:29):
Muito pertinente sua observação. Tanto que vou mudar o nome da categoria de posts.
Abração.

39 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 13:46

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Nat (11:14):
O Monsa já respondeu pra você, mas deixa eu falar uma coisa: enquanto eu não abrir uns opens por aqui (já me sugeriram isso, tô pensando seriamente) fique a vontade pra falar o que quiser em qualquer post, ok? Eu preciso mesmo de sugestões, quanto mais melhor.
Beijo.

40 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 13:54

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Paulo Roberto (11:17):
Valeu pela divulgação. Certamente seu blog será um ótimo espaço para esse debate.
Abração.

41 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 13:58

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Saladino (11:45):
Muito obrigado pela contribuição! Não vou poder criar um post com o texto dos links, porque não se encaixam nas regras que eu criei. Mas lerei e assisitirei com muita atenção, e se a partir deles eu chegar a algum artigo científico eu criarei o post, ok?
Grande abraço.

42 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 14:01

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Pablo (11:51)
Valeu pela contribuição!

44 | Saladino

maio 15th, 2009 at 14:23

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Pois é, Darw, imaginei que não. Mas como acho esses links bem bons — até por que não sou cientista, só um palpiteiro meio picareta mesmo ;-) –, resolvi postar mesmo assim. Espero que contribua pro debate! E que você chegue a algum artigo interessante a partir deles. Parabéns pela iniciativa.

45 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 14:29

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Monsores (14:06):
Valeu pela contribuição!

46 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 14:32

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Saladino (14:23):
Mas sua contribuição foi ótima! Certamente ela será muito útil. Fique à vontade pra mandar material sempre. Se ele não estiver dentro das regras propostas, irão me ajudar nos estudos do tema. Valeu mesmo!

47 | Elaine

maio 15th, 2009 at 17:19

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O mais divertido vai ser quando começarem a aparecer tesses perfeitamente factíveis e ingualmente embasadas teoricamente, apontado para lados completamente opostos, que não raro inviabilizam uns aos outros. Só para nos (a nós, jornalistas ) deixar (ainda mais) doidos…. Vou tentar exemplificar.

48 | Pablo Vilarnovo

maio 15th, 2009 at 17:38

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Elaine

É exatamente esse o ponto que pelo menos eu tento passar. O que existem hoje são apenas teses. Nada foi efetivamete provado. E o motivo para isso é que a ciência de climatologia está apenas iniciando seus passos.

O problema é que muitos já aceitam como verdade científica algo que está muito longe de chegar perto de tal coisa.

E infelizemente os motivos para isso são muitos.

49 | Radical Livre

maio 15th, 2009 at 19:56

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Darw,

estou chegando atrasado nesta discussão. Muito boa a iniciativa.

No sentido do que o Igor disse lá pelo começo (#12 – sobre o intervalo válido para afirmações sobre clima), vou tentar achar durante o fim-de-semana um artigo que li há uns dois anos atrás que dizia que, do ponto de vista do ciclo de glaciações, a atividade humana já o influencia desde o início da agricultura – segundo ele, deveríamos ter vivido pelo menos mais um ciclo glacial depois do “Young Dryas” que não veio por conta da atividade humana.

O artigo era muito bom, mas eu fiquei com uma série de dúvidas – gostaria de achá-lo e mandar para você para que nós pudéssemos discutí-lo.

abs e ‘keep up the good work!’

50 | Radical Livre

maio 15th, 2009 at 20:18

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Bom, aqui vai um apanhado do histórico sobre as discussões e descobertas científicas que levaram ao atual consenso sobre o aquecimento global:

http://www.aip.org/history/climate/index.html

É de um órgão chamado American Institute of Physics, que congrega várias instituições científicas americanas.

51 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 21:20

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Elaine (17:19):
Pois é, mas aí é que está a graça da discussão. Se ficasse muito fácil pra qualquer dos lados, o debate seria meio ralinho…
Ah, o ecoblog já foi pra minha lista de links. Abraços!

52 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 21:40

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Radical Livre (19:56):
O debate tá só começando meu velho, pode se achegar. Vou torcer pra você achar o artigo, será um prazer discuti-lo contigo. E valeu o apoio. Abração!

53 | Darwiniano

maio 15th, 2009 at 21:45

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Radical Livre (20:18):
Grande dica, cara. Agora, acho que o Pablo vai adorar o subtítulo da página: A hypertext history of how scientists came to (partly) understand what people are doing to cause climate change. :-)

54 | Pedro C.

maio 26th, 2009 at 20:00

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Um excelente ponto de partida é o relatório-síntese do IPCC (painel intergovernamental de mudanças climáticas):

http://www.ipcc.ch/pdf/assessment-report/ar4/syr/ar4_syr.pdf

Os grupos de trabalho do IPCC (http://www.ipcc.ch/) são constituídos de centenas de cientistas ao redor do mundo que levam as pesquisas a cabo e/ou revisam os relatórios científicos do IPCC.

O relatório não é longo (50 pp.), mas é coalhado de termos técnicos. Então, vou fazer um resumo da coisa, com links pras figuras:

1) A temperatura global média e o nível médio dos oceanos vem aumentando nos últimos 100 anos:
http://www.ipcc.ch/graphics/graphics/syr/fig1-1.jpg

2) Os níveis de gás carbônico, metano e óxido nitroso, gases do efeito estufa, flutuaram levemento durante a maior parte dos últimos 10000 anos (conforme medido em bolhas de ar presas a metros de profundidade no gelo antártico), e subitamente aumentaram nos últimos 200 anos, ou seja, desde a segunda Revolução Industrial).
http://www.ipcc.ch/graphics/graphics/syr/fig2-3.jpg

3) As forçantes radiativas (ou seja, fatores que possivelmente influenciam o aumento de temperatura) de origem antrópica são muito mais fortes que as naturais. As barras horizontais são médias, e as linhas são o limite de confiança de 90%. Repare nas últimas duas barras.
http://www.ipcc.ch/graphics/graphics/syr/fig2-4.jpg

As duas primeiras figuras são bastante confiáveis, baseadas em dados coletados em diversos pontos do planeta (em alguns casos ao longo de muitos anos). A terceira pode ser debatida com base em sua última coluna (LOSU, ou nível de entendimento científco da dinâmica do processo em questão).

55 | Darwinista

maio 26th, 2009 at 23:50

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Pedro C. #54
O IPCC realmente é uma das principais fontes de consulta em relação ao tema. Eu consulto com frequência. E pro estímulo do debate, ele tem uma vantagem adicional: algumas pessoas questionam as intenções dos pesquisadores envolvidos com o IPCC.

56 | Fosso Cético

maio 27th, 2009 at 16:50

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No universo dos céticos, destaca-se o trabalho do dinamarquês Henrik Svensmark. Uma síntese de suas conclusões pode ser lida aqui:

http://www.spacecenter.dk/research/sun-climate/cosmoclimatology/a-brief-summary-on-cosmoclimatology/?portal_status_message=Unable%20to%20send%20mail%3A%20Invalid%20email%20address%3A%20postmaster%40localhost

Ele entende que a formação de nuvens na troposfera é função direta da incidência de raios cósmicos sobre a Terra. Essas são as nuvens responsáveis pelo esfriamento ou aquecimento (variações climáticas) do planeta. Um sol magneticamente muito ativo (quando muitas manchas surgem acima da superfície do sol) “blinda” a Terra e impede que os raios cósmicos cheguem à troposfera em grandes quantidades. Logo, em períodos de intenso magnetismo solar o planeta esquenta. Quando o sol “hiberna” -como agora- ocorre o contrário: formam-se mais nuvens e predomina a tendência de esfriamento. Há outros fatores compondo a equação mas o principal a salientar é que, de acordo com Svensmark (e Ian Plimer, e outros tantos) o dióxido de carbono não influi na formação do clima terrestre. Essa argumentação é endossada, também, pelo israelense Nir Shaviv:

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1063707.html

Boa iniciativa, Darwiniano, parabéns.

Abs.

57 | Darwinista

maio 28th, 2009 at 0:46

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Fosso cético #56
Obrigado pela contribuição e participação. Esse material irá se tornar um post, com os devidos créditos.
Grande abraço.

58 | Darwiniano » Blog Archive » Mudanças climáticas - o debate (4)

maio 28th, 2009 at 1:08

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[...] recebido ótimas sugestões para o debate sobre as mudanças climáticas do planeta. Pedro C., na caixa de comentários, dá sua [...]

59 | Fosso Cético

maio 28th, 2009 at 9:49

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Grato, Darwiniano. O debate sobre mudanças climáticas no âmbito do público brasileiro está ainda no patamar do oba-oba. Em vasta medida devido à manipulação midiática o vulgo (categoria em que estou incluído) não se deu conta, de modo geral, de que as emissões de dióxido de carbono, que alegadamente causam o que se denominou “efeito estufa”, só serão controladas mediante a adoção de algum tipo de política fiscal, algum tipo de taxação. Lá fora isso tem sido chamado, salvo algum erro meu, de “cap-and-trade”: os emissores de CO2 em última análise pagarão por sua cota de liberação do gás na atmosfera e os recursos advindos dessa intervenção governamental na atividade econômica (é bom frisar isso) serão destinados ao desenvolvimento de “smart technologies”, ou tecnologias ditas “limpas”. Noutros termos, a universalização do combate às emissões de CO2 será traduzida por um aumento da carga tributária. Nos EUA e Canadá o público tem uma percepção mais nítida desse fenômeno; a expressão democrática disso nos EUA está na página da minoria senatorial republicana da comissão de meio-ambiente e obras públicas:

http://epw.senate.gov/public/index.cfm?FuseAction=Minority.Blogs&ContentRecord_id=f80a6386-802a-23ad-40c8-3c63dc2d02cb&Issue_id=

Eles já arrolaram os nomes de mais de 650 cientistas contrários à adoção de políticas anti-aquecimento antrópico.

Um desses cientistas, coincidentemente, está cotadíssimo para assumir o controle da pasta ministerial da Indústria no governo de Nicolas Sarkozy. Trata-se de Claude Allegre, que já foi um do ativistas anti-aquecimento e hoje está nas hostes dos críticos (mesmo sendo socialista). Se essa nomeação sair o debate vai pegar fogo.

No mundo dos blogs anti-antiaquecimento, o meu preferido é o de Anthony Watts, meteorologista americano. Duvido que você não o conheça, mas aqui vai a indicação, de toda forma:

http://wattsupwiththat.com/

Uma palavrinha, ainda, sobre o Svensmark: o trabalho dele me parece importante sobretudo por relacionar a variação no magnetismo solar (os ciclos solares) ao clima terrestre não sob a perspectiva da luminosidade, ou algo assim, mas ao processo de formação de nuvens (como disse no comentário anterior). Um pesquisador já se indispôs comigo por não considerar válida a hipótese das tempestades solares ditarem o clima na Terra argumentando que a luminosidade não se altera (ou se altera muito pouco) em cada período de máxima ou mínima atividade magnética. Realmente não se altera (ao que parece). O que conta, todavia, não é isso, como Svensmark procura demonstrar. O problema estaria nos raios cósmicos e em sua ação nas camadas mais baixas da atmosfera. Quanto maior sua incidência, mais nuvens e isso ocorreria durante os mínimos solares. O atual (passagem do ciclo 23 para o 24) já conta 638 dias sem manchas solares. A média é de 485 dias. Tem algo errado aí…. E muita gente já anda com a pulga atrás da orelha com essa história de aquecimento antrópico.

Abs,

F. C.

60 | Fosso Cético

maio 28th, 2009 at 11:26

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Olá, de novo.

Uma correção, mínima: quando fiz o comentário sobre o trabalho do Svensmark, há pouco, escrevi “sob a perspectiva da luminosidade” … “mas ao processo de formação de nuvens.”

O certo seria “do processo,” em vez de “ao”. Seja como for, não sei se o comentário ficou claro o suficiente.

Quanto ao Claude Allègre, a simples cogitação de seu nome para o ministério já está rendendo a maior briga:

http://www.spectator.co.uk/melaniephillips/3649281/a-true-scientist-in-government-quelle-scandale.thtml

http://www.ft.com/cms/s/0/c68b686c-4a54-11de-8e7e-00144feabdc0.html

61 | Fosso Cético

maio 29th, 2009 at 17:40

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Olá, Darwiniano.

Seguem abaixo dois links para um curioso fenômeno turístico/climático/econômico. As estações de esqui espanholas registraram um significativo aumento no número de freqüentadores nesta última temporada de inverno européia. Algo perto de 28% em relação à temporada 2007/08. Por outro lado, a temporada de esqui na Nova Zelândia e Austrália já começou e os proprietários de resorts estão rindo à toa com as perspectivas de lucro. Se isso é evidência de aquecimento… então, tá.

Aí vão os links:

http://www.cincodias.com/articulo/empresas/estaciones-esqui-viven-temporada-larga-activa/20090529cdscdiemp_23/cdsemp/

http://www.radiohuesca.com/Hemeroteca/Noticia.aspx?codigo=454377

Acima, sobre a Espanha; abaixo, sobre a temporada neozelandesa:

http://www.skirebel.com/magazine/archives/3134

http://snowboarding.transworld.net/2009/05/20/record-early-season-snow-in-new-zealand/

Observe que no site SkiRebel, o comentarista nota que neste mês o Monte Hutt teve (…) ” the best early snow the ski area has had in decades, according to Dave Wilson, Ski Area Manager for Mt Hutt.”

“Em décadas,” hmnn. Agora, Australia:

http://www.theage.com.au/travel/travel-news/a-positive-start-for-ski-season-20090529-bpmz.html

Os resorts de ski americanos também tiveram excelentes rendimentos na temporada de 2008/9:

http://www.vermontbiz.com/news/may/us-ski-industry-tallies-571-million-visits-fifth-best-record

E isso, com crise econômica e tudo. As estações de esqui são um bom termômetro das “mudanças” climáticas.

Abs,

F. C.

62 | Darwinista

maio 29th, 2009 at 19:19

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Fosso Cético #61
Bastante interessante essa relação clima/turismo. Já iniciei a leitura dos links. Mais uma vez agradeço as contribuições. Aliás, amanhã, se tudo correr bem, o primeiro post a partir delas.
Abraço.

63 | Fosso Cético

maio 29th, 2009 at 22:52

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Darwinista (perdão por haver usado Darwiniano no post anterior -foi a correria),

Aguardo pelo post! Espero que a discussão se amplie.

Há um outro aspecto na situação atual que me preocupa: o plantio da safra 2009 nos EUA setentrionais e no Canadá. Principalmente no Canadá. Há relatos de comentaristas no blog do Anthony Watts de que há agricultores semeando no chão gelado, em Saskatchwan, Alberta e demais províncias do interior. Nos EUA o plantio está atrasado em vários estados. Para checar basta consultar os sites de economia rural. Em todos há notícias de subida de preços do feijão-soja, do milho, do trigo e plantio em atraso na América do Norte. Daqui a pouco os agricultores não terão renda para esquiar nas férias.

Seria legal se o planeta estivesse esquentando mesmo. Mas esse não aparenta ser o caso (a imprensa manipula muito as coisas). Depois eu faço sugestões na área de geopolítica e relações internacionais (que é onde está a origem desse papo de aquecimento global).

Abs,

Fosso Cético.

64 | Fosso Cético

maio 30th, 2009 at 19:31

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Não gosto de bancar o chato (e estou sendo chato), mas a leitura das notícias abaixo é preocupante. São apenas duas entre as muitas que há sobre o assunto. A temporada norte-americana (EUA e Canadá) de plantio está apresentando um baita atraso (motivos: frio, chuva). E não é somente apenas isso (como diriam os Cassetas). Os chineses estão comprando soja do estoque de reserva dos EUA. E os yankees estão vendendo (decerto supõem que o aquecimento do planeta vai favorecer a safra). Isso é positivamente irracional, não deveriam vender. Os chineses fizeram a compra alegando “necessidades relativas à segurança alimentar”. Isso é questão geopolítica. Em um mundo em que a área agriculturável poderá ficar reduzida, daqui a uns dois verões, é fundamental ter estoques. Os americanos estão gentilmente vendendo o deles.

http://www.agriculture.com/ag/story.jhtml?storyid=/templatedata/ag/story/data/1243515479498.xml

Já pensaram se o mercado de grãos vira uma imensa bolha -e explode?

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